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Rui Rio e os ses do poema de Kipling.png

Após ter visto Rui Rio com tantos “ses” e a fazer de morto para não mostrar o jogo e para não se contradizer com a sua argumentação, recordei-me do poema “Se - IF”, escrito em 1895 pelo escritor Rudyard Kipling, Prémio Nobel de Literatura em 1907, publicado pela primeira vez em 1910 numa coletânea de contos, utilizei a ideia para a realidade política que agora vivemos mantendo a condicional “SE” e apenas algumas palavras, poucas.

 SE conseguires manter a calma e contiveres as emoções quando te dizem que emigras agora por falta de condições recorda-te do tempo quando te mandaram emigrar.

SE consegues ainda ter confiança naqueles que sucedem aos que te governaram no passado, ofenderam e ofendem a tua inteligência.

SE continuam a dizer-te que deves ter esperança e, ao mesmo tempo, te caluniam, odeiam e culpabilizam pela tua profissão pública e consegues esperar sem te cansares.

SE te incomodam e criticam pela tua velhice e pela tua pensão serem as causas da falta de sustentabilidade da segurança social e lançam contra ti este estigma.

SE ainda consegues ter esperança e confiança em quem te diz e te faz sonhar com reformas e mudanças que não vão acontecer.

SE ainda consegues suportar e escutar mentiras lançadas por comentadores como sendo verdades absolutas para te fazerem cair em armadilhas.

SE consegues encarar tudo aquilo pelo qual lutaste na vida ficar destruído para reconstruíres tudo de novo.

SE consegues num único passo e num minuto um lançamento de cara ou coroa para arriscares tudo o que conquistaste, perderes e recomeçares de novo sem nunca suspirares palavras da tua perda.

SE consegues ainda aguentar quando já nada tens em ti e por tua opção e te irão depois dizer: "Tem esperança, temos que esperar pelo crescimento económico, aguenta-te!"

SE consegues ouvi-los falar para multidões e permaneceres com as tuas virtudes e ainda andas e ages naturalmente.

SE estás disposto a viver em instabilidade governativa e social.

SE já não te conseguem ofender.

SE alguns contam contigo para os defenderes dizendo que é para teu bem.

Português, com a liberdade de escolha que te assiste e se estás incluído neste “ses”, então tens disponível várias opções à direita e à esquerda do único que poderá vir a defender contigo o teu futuro!

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publicado às 00:42

Órbita da política.png


 


O não facto é a direita querer governar nas atuais condições parlamentares mantendo as mesmas propostas de governação.


Se os últimos quatro anos não tivessem tido o prejuízo que a coligação de direita neoliberal causou ao país o milagre de entendimento ao nível parlamentar à esquerda do PS dificilmente teria acontecido.


Para a direita o que nunca aconteceu jamais poderá acontecer. Na altura em que o geocentrismo foi posto em causa por Galileu que defendia o heliocentrismo logo foi declarado suspeito de heresia, o que lhe valeu julgamento pelo tribunal a que chamavam na altura Santa Inquisição. Foi condenado a prisão perpétua porque ter provado que a teoria tradicional estava errada e que devia ser alterada. Disse então  "… e no entanto ela move-se!”. Para os conservadores tradicionais da época segundo a tradição deveria continuar a ser a terra, o ponto em torno da qual todos os astros se moviam.


É este o pensamento da direita portuguesa a mais retrógrada da União Europeia. E repito, para esta direita o que nunca aconteceu não pode acontecer, nem vir a acontecer.


O lamentável é que algumas cabeças pensantes deste país enevoadas com a defesa do indefensável pensam desta forma e querem que o país todo pense da mesma forma. O que dão a entender é que o neoliberalismo devia ser o sistema dominante e predominante e o caminho para o uni-partidarismo.


O Presidente Cavaco Silva é a prova de que mudam-se os tempos mudam-se as vontades (leia-se neste caso os interesses) porque em 1999 apoiou a moção de rejeição ao programa de Governo de António Guterres que, pela segunda vez, tinha ganhos as eleições sem maioria absoluta e disse então: “Quem no PSD não entende que é assim que o partido pode regressar às vitórias das duas uma: ou tem pouca visão de futuro ou já absorveu a linguagem da pretensa responsabilidade que o PS quer impor à oposição”.


A estratégia da coligação de direita era atrair o Partido Socialista para o seu lado de modo a validar a sua continuidade no poder e manter e até agravar as políticas seguidas. O PS seria o partido dos tontinhos que se aliavam à direita e ao seu programa a troca de uns lugares nas cadeiras do governo. A direita seria o centro da política e o PS o seu satélite.


Para convencer rebuscam argumentos dizendo que a vontade dos portugueses, demonstrada nas urnas, foi de apoio a um acordo do PS com a direita coligada. Deixem-se de torneios e expliquem como perderam 819148 votos entre 2011 e 2015 e para onde foram, como e porquê a esquerda no seu todo ganhou 448140 votos.


Em 2009 o PSD mais o CDS tiveram em conjunto 2246443 votos e quantos obtiveram em 2015? Resposta: 19993921 votos.


A coligação de direita neoliberal ganhou as eleições é o facto. Outro facto é que os portugueses validaram como negativa a política em que anteriormente tinha votado (2011). O não facto é a direita querer governar nas atuais condições parlamentares mantendo as mesmas propostas de governação.

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publicado às 21:37

Guerrinha da caça aos votos e votinhos

por Manuel_AR, em 17.09.15

Ataque.png


 A coligação PSD/CDS (PaF - Portugal à Frente) tem a vida facilitada nesta campanha porque o trabalho que deveria fazer fica a cargo dos partidos à esquerda do seu adversário mais direto.


A esquerda radical abriu assim a caça aos votos e aos votinhos ao centro-esquerda deixando território livre para a direita penetrar sem muito esforço de progressão no terreno da caça ao voto.


Pelo andar da pré-campanha eleitoral e pelos debates podemos antecipar como vai decorrer a campanha que tem início no próximo domingo.


São quinze os partidos que se apresentam a disputar as eleições alguns apenas em todos os círculos eleitorais.


Há partidos e partidinhos para todos os gostos e opções, muitos deles, sabem à partida que não estarão em condições de eleger deputados e não terão na prática expressão eleitoral. Num regime democrático e multipartidário todos devem ter o direito de se apresentar a eleições. Quanto a isto nada a dizer. O já o mesmo não se pode afirmar ao que respeita à publicitação das suas campanhas cuja visibilidade não lhes é dada na comunicação social.


Num sistema multipartidário há partidos que concorrem às eleições que pertencem a vários espetros políticos e, em princípio, todos vêm uma hipótese de eleger deputados separados ou em coligação. Ao apresentarem-se a votos muitos daqueles partidos vão contribuir para a dispersão de votos, especialmente à esquerda, reduzindo a probabilidade de eleição de deputados.


 Os eleitores ponderam mais fortemente quando existem diferenças claras nas propostas entre os partidos.


Se os partidos não apresentam alternativas concretas e efetivas sobre determinado tema a preferência dos eleitores por um dos partidos não terá nenhum efeito sobre os resultados esperados daa política porque a política seguida será a mesma não importa qual o partido que vença as eleições. Supostamente os eleitores votam em propostas ou programas quando o sucesso de um partido sobre o outro resultará em políticas diferentes. Como os candidatos e os partidos clamam por atenção e disputam o apoio popular, o veredicto do povo pode não ser mais do que um reflexo seletivo por entre as alternativas e perspetivas claras que lhes apresentam.


A voz eleitoral do povo é uma espécie dum eco recebido que tem uma inevitável e invariável relação com o emissor. A clareza com que os candidatos e os partidos articulam a sua política e as suas posições influenciam a capacidade do eleitor para escolher entre candidatos e partidos com base em pontos-chave.


Outro aspeto igualmente importante é a quantidade de escolha dada aos eleitores pela diversidade de temáticas e alternativas propostas pelos partidos. Consideremos os eleitores motivados por apenas dois fatores: o estado da economia e as mudanças de política.


Se os eleitores são solicitados a escolher entre dois partidos que oferecem posições idênticas sobre a questão política, mas têm propostas diferentes sobre a economia, então não se pode prever qual foi o comportamento dos eleitores quando optaram pela questão política ou pela de economia para escolherem entre os dois partidos e poderem recorrer a critérios alternativos de seleção.


Quando votam têm que escolher entre os partidos disponíveis, utilizando informações sobre as diferenças económicas desses partidos, e serem capazes de distinguir quais os que forem substancialmente diferentes e entre os que oferecem posições muito semelhantes. Os eleitores podem tomar as suas decisões apenas se as partes apresentarem distintas plataformas ao eleitorado.


Isto conduz-nos a um ponto crucial que é o de os eleitores conhecerem claramente as propostas e programas dos partidos que se candidatam às eleições.


Nesta campanha nem a coligação PSD/CDS nem os partidos mais pequenos apresentaram ainda um programa credível e mais ou menos detalhado e quantificado. Limitam-se a lançar para o ar chavões que proferem até à exaustão no sentido de captar a atenção dos eleitores mas cujo resultado prático, caso fossem governo, não poderiam concretizar e então enganariam que os elegeu.


Dos quinze partidos que vão constar nos boletins de voto, a maior parte deles, uns mais à direita da coligação PSD/CDS e outros mais à esquerda do PS, batem-se por captar aqui e ali uns votinhos dos partidos à sua direita ou à sua esquerda respetivamente.


Os que mais proliferam são os partidos à esquerda do Partido Socialista cujo objetivo é retirarem alguns votinhos a este último. Aliás, a argumentação destes partidos tem sido na prática não combater a direita mas em ir buscar votos onde acham que podem ser bem-sucedidos. Não se está a ver que partidos como o PCP e o Bloco de Esquerda e outros como eles possam ir buscar votos à direita e ou ao centro, logo, por uma questão de proximidade, tomam como alvo preferencial o partido onde poderão ir conseguir uns votinhos.


Para atingirem estes objetivos, e com a demagogia do costume e à falta de um programa coerentemente exequível, gastam o seu discurso fazendo passar mensagens, mais ou menos falaciosas, com base em interpretações livres dos programas dos seus adversários políticos mais próximos.


A coligação PSD/CDS (PaF - Portugal à Frente) tem assim a vida facilitada nesta campanha porque o trabalho que deveria fazer fica a cargo dos partidos à esquerda do seu adversário mais direto. A esquerda radical abriu assim a caça aos votos e aos votinhos ao centro-esquerda deixando território livre para a direita penetrar sem muito esforço de progressão no terreno da caça ao voto.

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publicado às 22:50

Contra a manipulação da opinião pública

por Manuel_AR, em 24.05.14

 






Recebi este mail que passo a divulgar 


 


 


As Eleições Europeias

No próximo dia 25 de Maio, os aposentados, pensionistas e reformados portugueses têm a oportunidade de votar em defesa do modelo social europeu e contra aqueles que, em Portugal, valendo-se de serem governo, os têm enganado e roubado, manipulando sem
vergonha a opinião pública.


A Europa, berço da Democracia, do Estado Social e do Estado de Direito está hoje ameaçada
por dois sinais inquietantes: o desemprego e o envelhecimento. Por isso, este é o momento
certo para exigirmos um sistema europeu de segurança social que não deixe desprotegidos
os mais novos e os mais velhos, os desempregados e os reformados. Bastaria uma pequena
taxa sobre as transacções financeiras dos bancos - que deverão pagar uma parte da crise que
criaram – para evitar que novos milhões de famílias por toda a Europa caiam na pobreza e na
fome sem qualquer medida de protecção assumida por Bruxelas.

Este é também o momento certo para, aqui em Portugal, defendermos o Estado Social e
“corrermos do poder” aqueles que nos têm enganado e roubado, sempre manipulando a
opinião pública.

Primeiro, disseram que “tínhamos vivido acima das nossas possibilidades” e que “tínhamos
tido menos cortes do que os outros” e aplicaram-nos um imposto chamado Contribuição
Extraordinária de Solidariedade (CES). Assim, passámos a ser o único grupo social a quem se aplica o IRS acrescido de um outro imposto sobre o rendimento. Tal imposto só passou no crivo do TC porque, era apresentado como temporário e ditado pela situação de “emergência”.
Depois, para “fundamentar” a medida anterior, tentaram enganar a população dizendo que
“o sistema público de pensões era insustentável”, nomeando um “grupo de sábios” para o
reformar, que logo descartaram. Ao mesmo tempo esconderam a reforma do sistema de
pensões feita em 2007, na qual já tinha sido introduzido um fator de sustentabilidade que
compensava até 2030 o aumento da esperança de vida, tendo-se ao mesmo tempo iniciado
o processo de convergência entre a CGA e a SS. Forte com os fracos, no início deste ano, o
governo penalizou ainda mais os cidadãos mais idosos, cortando pensões de sobrevivência e
de viuvez e aplicando a CES a pensões de valor mais baixo.

Agora, não tendo conseguido enganar o TC com a proposta de retroactividade na convergência dos dois sistemas de segurança social, o governo e os partidos que o apoiam, querem impô-la
através do próximo Orçamento de Estado, como um corte definitivo disfarçado com um novo nome (Contribuição de Sustentabilidade – CS), ao mesmo tempo que avançam com um novo aumento de impostos (IVA e TSU) que a todos abrange.


O cúmulo da falta de vergonha e da manipulação eleitoralista da opinião pública, foi o
anúncio, em sede do DEO (Documento de Estratégia Orçamental, para 2015 e os três anos
subsequentes) da “devolução” de uma parte dos cortes entretanto efectuados!

Não nos iludamos com a catadupa de expedientes e promessas pouco sérias: é-nos devida a totalidade das pensões e das reformas! A dita Contribuição de Sustentabilidade é mais um embuste que visa tornar definitivo aquilo que sempre foi apresentado como temporário.

Continuar a nossa luta significa, no dia 25, ir votar contra esta política, este governo e contra os partidos que o formam. Continuar a nossa luta significa ligá-la à dos reformados e pensionistas de Itália, de França, da Grécia, da Espanha, etc. por uma Europa mais solidária.


Ficar em casa é capitular!

Grupo de Contra Propaganda, APRe! PORTO
Ana Vale
Fernando Rodrigues
Jorge Martins
José Cavalheiro

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publicado às 19:45


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