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O que terá levado ontem, 19/06, João Soares no comentário da semana com Miguel Poiares Maduro no Telejornal na RTP1, no momento da frase da semana, a fazer publicidade aos livros de um coronel reformado de quem proliferam “posts” no Facebook contra o Ocidente em relação à invasão da Ucrânia ?

Matos Gomes frase escolhida João Soares.png

A frase tirada de um contexto pode ter várias conotações a quem a lê. João Soares deu-lhe a sua.

O referido senhor coronel escreveu no Facebook em 9 de junho do corrente ano que “António Costa mente. Mente como mentem todos os líderes europeus que se atrelaram à estratégia dos EUA de separar a União Europeia da Rússia e de fazer da Rússia o seu inimigo.”

Pois é, João Soares publicitou os livros do senhor coronel acrescentando que é “um grande escritor da língua portuguesa”. O que levou João Soares a elogiar o senhor coronel anti ocidente com uma frase e o aconselhamento dos seus livros? Isso deixou-me muitas dúvidas sobre a posição de João Soares em relação â matéria da Ucrânia e da Rússia. Também já tinha ficado com algumas dúvidas quanto à posição de João Soares em relação à Ucrânia numa entrevista que ele deu em 13 de março de 2022 ao jornal Sol. Soares terá dito ser contra a guerra, mas a sua clareza foi pouco clara, desculpem a redundância. Pareceu-me haver um lado obscuro e cínico na sua posição relativamente à Ucrânia quando apresenta com elogios alguém que, logo após a invasão da Ucrânia, se mostrou contra o Ocidente, NATO, EUA e U.E.

No entanto, no meio da política do bom-senso há, por outro lado, uma situação a lidar com alguma precaução, é que, nós, enquanto país, não temos vantagens em hostilizar a Rússia apesar de estarmos ao lado da Ucrânia. Não, não é o mesmo de estar bem com Deus e com o diabo.

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publicado às 17:19





Tenho andado atento ao vários noticiários das televisões e, estou muito enganado ou a maior parte dos canais está num alinhamento pró-governo, com algumas exceções, não estivesse já a preparar o caminho para as eleições. Por todo os canais proliferam notícias otimistas de sucessos do Governo no que respeita a índices macroeconómicos que, dizem, estão a revelar a recuperação económica.


Os dados são de otimismo e, como é costume dizer, os números não mentem, o que podem é estar enviesados, não premeditadamente mas conjunturalmente. Mas de qualquer forma o que pretendem é mostrar que se deu nestes últimos meses um "autêntico milagre", pelo menos no que respeita aos anúncios dados pela comunicação social.


Alguns canais de televisão e comentadores políticos parece que foram tomados por vigor apologético pró-governamental, muito bem encoberto de isenção, como preparação para a campanha eleitoral.


Penso que nenhum canal salientou, não sei se intencionalmente, uma frase da intervenção do primeiro-ministro hoje, salvo erro, em Viseu, que se referia a Portugal e aos portugueses e passo a citar: “Estão a falar de uma Europa que não existe, nem existirá e ainda bem, porque ninguém aceitaria uma Europa em que uns poupam para que outros possam gastar”


Por acaso alguém se apercebeu da gravidade do que disse hoje o primeiro-ministro, colando-se nitidamente à linha da direita mais radical da Europa. Analise-se a frase e vejam o desrespeito pelos portugueses e a falta de patriotismo. No meu entender é estar a comunicar para o exterior que os portugueses são gastadores ao lado dos outros países, conhecendo ele os dados que saíram sobre a pobreza em Portugal. Sobre isto os mercados já não o preocupam.  


Um primeiro-ministro que expõe e difama o povo que governa perante o estrangeiro e que, em vez de o defender, alinha com as críticas que têm sido feitas aos portugueses do exterior, não merece ser ministro de um país, como afirmou Constança Cunha e Sá na TVI24.


É por estas e por outras que, nas eleições europeias, todos em conjunto devemos bater-nos para que a direita mais radical saia derrotada a fim de que todos possamos, na UE,  ter uma esperança no futuro.  


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publicado às 23:36


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