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Fim do regabofe: disse Passos Coelho

por Manuel_AR, em 26.08.12


 


Não resisti a transcrever na íntegra uma carta publicada no Semanário Expresso de 25 de agosto da autoria de José Madureira do Porto e cujo texto é o seguinte:


“Será que, afinal, o meu pai, nesta matéria, se enganara? É que, ano após ano, ia batendo certo o que ele me ensinara: que jamais algum governante mexeria com o regabofe, a economia paralela praticada pelos poderosos deste mundo (dos ricos e dos políticos), isto é: paraísos fiscais, Freeport, submarinos, Cova da Beira, BPN, movimento de cheques por baixo da mesa nas negociações sobre obras públicas, sacos azuis, Casa da Música, futebol/construção civil/autarquias, imunidades de governantes perante a justiça (na formosa ilha da Madeira 48 processos parados em tribunal porque os deputados não levantam a imunidade aos suspeitos), ex-governantes passarem a administradores de empresas com as quais tiveram negócios enquanto foram governantes, criação de empregos, desnecessários (mas bem remunerados) para os familiares e amigos da classe política, etc..


Depois de pensar bem no assunto, decidi que entre a profecia de Passos Coelho e a sabedoria do meu pai, vou pela sabedoria do meu pai! O regabofe não vai acabar, porque o PSD e o PS não querem.”


Não vale a pena fazer comentários a este texto que fala por si mesmo.


Os partidos da área do poder estão de acordo na manutenção do regabofe sem o qual não sobrevivem. Se alguma vez a tendência do voto popular fosse outra, que não a manutenção na área do poder destes partidos, o medo a induzir à população seria ressuscitado. Vejam o que aconteceu na Grécia na últimas eleições onde, a partir do exterior, indiretamente e ultrapassando a soberania de um país independente (!) foram sendo enviadas mensagens intimidatórias caso a tendência fossa diferente da que se pretendia.


Vale a pena pensar nisto.    

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publicado às 22:23


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