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Estará prevista para o dia 18 de novembro um debate dos “compromissos de Portugal em matéria europeia” e ainda a “política externa e de defesa”. “Vai ser importante a clarificação da posição de cada um dos partidos”, disse Nuno Magalhães líder parlamentar do CDS e acrescentou “Mais vale tarde que nunca”. É o que se pode chamar conversa da treta, já que, a grande probabilidade é a rejeição do programa a apresentar pelo novo Governo da coligação que não será mais do que uma cópia revista, diminuída e anotada do programa apresentado pelo PS durante a campanha eleitoral.


Tudo isto não passa de hipocrisia da direita porque, é mais do que sabido, que, os partidos da coligação PSD e CDS são os que “pedem rapidez à Assembleia da República” mas, ao mesmo tempo, suportam um Governo que atrasa a entrega do programa de Governo que parece não ser entregue hoje, quinta-feira mas apontando agora para a sexta-feira.


A estratégia política dos partidos da coligação PPD/PSD e CDS-PP, face ao desespero em que se encontram, passou a ser a da chicana parlamentar apenas com o intuito de provocar divisões nas negociações que se fazem à sua esquerda que tem maioria parlamentar. Para tal,  prtende avançar para discussão temas despropositados no atual momento político que, neste momento, não faz parte das preocupações da maioria dos portugueses.


Aproveitar o debate sobre o Programa do XX Governo Constitucional para discutir neste importante momento político para a vida dos portugueses a posição de Portugal sobre a NATO e sobre o Tratado Orçamental, que são bem conhecidas, é um despropósito.


O que está em causa, e deve ser discutido, são as políticas internas e as medidas para quatro anos dum governo estável que tente reconstruir, dentro do possível, o que a coligação de direita PSD e CDS destruiu ao longo dos longos quatro anos, e não a política internacional nem as relações com os nossos parceiros internacionais que não estão, minimamente, a ser postas em causa.


Criar a confusão na mente dos portugueses foi e continua a ser o lema do Governo anterior e que, a todo o custo, pretende revigorar.


Quanto ao PCP, com a sua ânsia vanguardista, e de querer mostrar posições de força, neste momento desnecessárias, vai retardando o acordo e, indiretamente, contribui para dar argumentos à direita e a Cavaco Silva, quando João Oliveira afirma que "A palavra de um comunista vale tanto como um papel assinado". Linguagem de negócios de rua que se selam com um aperto de mão…?


Haja paciência!

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publicado às 10:02

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No contexto europeu as posições tomadas contra a Grécia são demonstrativas duma democracia hipócrita que se está a viver na U.E. e se está a propagar por influência e pressão da Alemanha e outros países.


Estes políticos que Governam a Europa deixaram de ter sentido de Estado, e o respeito que seria suposto terem por estados soberanos. Para já não falar do primeiro-ministro e do Presidente da República, este último há muito que passou a ser mais uma figura de estilo e uma espécie de assessor do Governo, as declarações de Schäuble passaram as raias do bom senso democrático que se lhe exigia ao afirmar que "gregos elegeram um governo de irresponsáveis".


Schäuble anda irrequieto e nervoso e está a perder a calma que seria suposto manter. O jornal Público de hoje relata que "O porta-voz do Governo grego começou por dizer que a Grécia "não se deixa chantagear com ultimatos”. E depois de Schäuble ter afirmado antes da reunião do Eurogrupo “ter pena” dos gregos que elegeram um Governo “irresponsável”, Tsipras respondeu na mesma moeda, declarando aos deputados do Syriza que o ministro alemão “perdeu a calma” durante a reunião e que teria tecido considerações insultuosas sobre a Grécia.


O que ele chama simultaneamente de irresponsáveis é ao povo grego que se defende da humilhação social a que foi submetido por outros países que seria suposto serem parceiros. A história mostra que houve momentos em que países soberanos que não se submetendo voluntariamente a outro a isso foram obrigados pela força das armas. Agora a capitulação obriga-se com outro género de forças e de ameaças.  


 O que são governos responsáveis para aquele senhor que faz afirmações pró-totalitárias? Serão por acaso governos que gostaria de impor através dum partido por ele escolhido? Talvez partido único?!


Com um descaramento despudorado afirmou ainda que "a Grécia estava no bom caminho para resolver a crise até que chegou o novo governo presidido por Tsipras". Especialistas e pessoas de boa-fé sabem que não será possível a um país totalmente devastado pela austeridade e com uma dívida pagável apenas em centenas de anos resistir com a aplicação das mesmas medidas, a não ser que Schäuble esteja a pensar em tornar a Grécia um colonato ou um protetorado alemão.


Por aquelas declarações parece estar subjacente um espírito antidemocrático que vai naquelas cabeças e que pretendem condicionar negativamente, e de forma revanchista, as posições políticas e técnicas para a resolução dos problemas do povo grego.


Há por aí no nosso país comentadores do CDS como Nuno Magalhães que pretendem fazer inverter o processo dizendo que quem está a pressionar a Alemanha e a europa é a Grécia! Isso era como se a Grécia tivesse uma capacidade de pressão tal que colocasse a Alemanha nervosa. De facto Schäuble parece estar nervoso mas por não querer perder a razão que julgava ter para debelar a crise da UE através da austeridade extrema. Portugal é agora o seu argumento.


Portugal está metido numa europa onde uns países pretendem subjugar outros, normalmente os mais fracos cruzada apoiada internamente por germanistas traidores que se refugiam nos tratados e compromissos.


Portugal serve agora de exemplo, qual animal exótico metido numa jaula, para mostrar ao clube europeu a rasto da Alemanha que o caminho seguido foi, é ou será o correto e o único possível. Isto com a conivência dos Pétains que nos governam. Alguns canais de televisão, talvez sem se aperceberem (!), fazem de bons servidores e lacaios do Governo porque lá vão alinhando noticiários propagandísticos de elogios, insistindo em factos que, apesar de verídicos, são facciosa e tendenciosamente apresentados. Um exemplo? O exagerado caso do pagamento antecipado do empréstimo concedido pela troika a Portugal que o Eurogrupo vai autorizar como se de um grande feito se tratasse que não foi mais do que uma estratégia inteligente que qualquer governo faria. Pediu dinheiro a juro mais baixo para amortizar uma dívida que estava a juro mais elevado. Mas, alguns órgãos de comunicação social mão divulgam com a mesma insistência que o dinheiro foi captado nos mercados a juros mais baixos e ainda bem.

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publicado às 13:36


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