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A Grécia perdeu o medo. Viva a Grécia!

por Manuel_AR, em 27.01.15

Não alinho com os partidos radicais de esquerda como o Syriza, se é que ainda há radicalismo no Syriza. Todavia, vejo com agrado a coragem do povo grego ao votar sem medo apesar de chantagens e pressões dos poderes oligárquicos da europa. Para além destes também jornalistas e comentadores de alguns órgãos de comunicação diabolizaram e diabolizam até à exaustão aquele partido Grego porque sabem que o estigma de radical de esquerda ainda assusta, como se ainda estivéssemos em meados do século passado.


Foi um facto incontestável os Gregos venceram o medo e disseram não à submissão e às pressões vindas de oligarquias europeias e à austeridade como castigo infernal imposto por pecados cometidos. Disseram não apesar de saberem que isso lhes poderá trazer, ou não, ainda mais sacrifícios que, com certeza, não serão piores do que aqueles que já enfrentam.


Tiveram coragem de mostrar que não têm medo nem dos mercados, nem de ameaças, nem de chantagens. Mostraram à europa e ao mundo que a indiferença, o alheamento e o desinteresse não são armas de luta política mas sim canais para uma cada vez maior submissão. Mostraram que em democracia a escolha é feita pelos povos e que não é imposta de fora.


A coligação do Syriza com o partido nacionalista aparenta ser contra natura. Sê-lo-á em muitos pontos, mas não tão importantes como aqueles onde há convergência que são de emergência e interesse nacional e de defessa do povo grego que se colocam neste momento à Grécia.


Paul Krugman, economista norte-americano escreve hoje no New Yorque Times que o novo primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, "está a ser muito mais realista do que os oficiais" que querem continuar com a austeridade e defendeu que "o resto da Europa devia dar-lhe uma hipótese para acabar com o pesadelo que o seu país vive".


Merkel_Passos.png


Embora a nossa situação não seja idêntica, nós, portugueses, deveríamos aprender a lição que a Grécia nos dá. Há um ditado popular que diz "quanto mais te baixas mais o traseiro se te vê". É isto que Passos tem feito, levar Portugal a ser servo face à Alemanha da frau Merkel e não um parceiro na discussão de alternativas. Há um germanismo que emana de Passos Coelho, do seu Governo e dos que com eles alinham que vivem num Portugal virtual que apenas existe na sua imaginação.


As direitas, as direitinhas e os direitões, assim como os centros, os centrinhos e os centrões andam muito eufóricos (forma de esconder a sua preocupação) com os resultado eleitorais na Grécia fazendo passar a mensagem do seu futuro falhanço, fazendo disso a sua própria vitória.


Aquelas aves agoirentas divertem-se gozando com o povo grego, desejando subconscientemente a sua desgraça por se atreverem a rumar contra a corrente vigente seguidista da senhora Merkel que tem provado o seu falhanço mas que o quer ocultar.


Por aqui se pode ver a indigência sectarista desta gente que colocam à frente, quando lhes interessa, a ideologia e os interesses, não do interesse nacional e do povo que dizem defender, mas o de poderem ficar nas boas graças da Alemanha nos corredores de Bruxelas.

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publicado às 00:03

O diz e o desdiz na Europa

por Manuel_AR, em 30.04.13




Enquanto os países da UE quiserem, e parece que querem, a Alemanha e os seus aliados continuarão a dominar a parte mais fragilizada. A UE foi construída para ser uma economia forte e ainda é uma das maiores do mundo. No meio desta construção a Alemanha aproveitou a oportunidade para se tornar hegemónica o que, desde logo, os alemães aprovam e gostam, encontrando em Ângela Merkel o seu porta-voz e, para isso tem trabalhado ao longo dos últimos anos.


Face às críticas que advém de vários setores, nomeadamente dos EUA, sobre as políticas de austeridade na Europa, Angela Merkel, a partir de um fórum em Berlim tenta agora substituir a palavra austeridade que, segundo ela, “é realmente algo que soa completamente mal”, então passa a ser “chamada economia ou consolidação ou orçamento equilibrados”, como pode ser confirmado num artigo do jornal The New York Times. Apenas joga com as palavras. Também ela é uma das que acha que todos quanto a escutam são tontos.


Por sua vez, também na semana passada em Bruxelas, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, disse que a Europa esteve no caminho certo no que respeita ao apertar dos cintos, mas agora precisava suavizar a sua abordagem para reconquistar um público irritado. Disse então Barroso, e cito a partir do  The New York Times, "Embora esta política esteja fundamentalmente certa, eu penso que atingiu os seus limites, em muitos aspetos" e continuou dizendo que estas políticas "Têm que ter o mínimo de apoio político e social.".


Após estas declarações o porta-voz da senhora Merkel para as questões orçamentais veio quase de imediato contrariar o comissário europeu dizendo que “Fiquei muito irritado”. "Um abandono do percurso rigoroso de consolidação orçamental na Europa seria um sinal fatal de que não estamos a ser verdadeiramente sérios quando falamos de reformar os nossos países".


Ninguém se entende nesta U. E., o que demonstra que Durão Barroso no meio é apenas uma marioneta que quando pretende mostrar o seu pensamento é logo desautorizado e leva “tautau” da sua perceptora alemã.


Sobre a austeridade na Europa, segundo o mesmo jornal, uma nova abordagem na Europa tende a ser saudada como uma boa notícia pela administração Obama, que pediu economias europeias saudáveis para estimular o crescimento, com aumento de despesa e uma política monetária mais atenuadas. A economia norte-americana, onde a despesa do governo não foi reduzido tão drasticamente, parece relativamente robusta em comparação com a Europa.


Em Portugal temos dois que nem se atrevem a desmentir ou a alterar as receitas, são eles Passos Coelho e seus apaniguados da ultradireita do PSD e Vítor Gaspar que aguarda lhe seja entregue, algures na Europa, quiçá no FMI, um lugar ao Sol à semelhança de outros que, foram premiados pela sua incompetência, como Barroso e Vítor Constâncio.



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publicado às 18:49


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