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Vários países suspenderam a vacina da Astrazeneca, mas a União Europeia que tem vindo a meter água neste aspeto diz que não há problema e que  "os benefícios da utilização da vacina contra a COVID-19 da AstraZeneca mantêm-se superiores"  ao risco  (mais morte, menos morte, para eles é o menos, digo eu). Portugal, como sempre, o maior exemplo, está também a borrifar-se para todos e continua também em frente. É como de costume, fazem porcaria e depois vêm as desculpas esfarrapadas, as justificações incongruentes... 

O artigo de ontem, 11 de março 2021, no jornal Público que transcrevo abaixo, mas que também podem ler diretamente aqui é elucidativo. 

Vários países suspenderam vacina da AstraZeneca para investigar casos de coágulos sanguíneos

Agência Europeia do Medicamento, alertada por casos na Áustria, que incluem um óbito, diz não ter detectado nada de errado no lote de vacinas enviado para 17 países, no qual não se inclui Portugal, e que se mantém o benefício da toma da vacina.

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A formação de coágulos sanguíneos não está listada entre os efeitos adversos desta vacina LUSA/LUONG THAI LINH

Dinamarca, Noruega, Estónia, Lituânia, Letónia e Luxemburgo suspenderam temporariamente a administração da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca, depois de terem surgido casos de formação de coágulos sanguíneos em pessoas vacinadas na Dinamarca, para estudar o que se passou. A Dinamarca recebeu o mesmo lote de vacinas que a Áustria, onde também foram registados dois casos de formação de coágulos sanguíneos, um dos quais resultou em morte.

No entanto, a Agência Europeia do Medicamento (EMA) analisou o lote em causa, que foi enviado para 17 países (Portugal não) e disse, em comunicado, “não existir actualmente qualquer indicação que a vacinação tenha causado estas condições, que não estão listadas como efeitos secundários desta vacina”.

“Os resultados preliminares sugerem não existir uma relação causal entre a administração desta vacina e estes eventos. Neste sentido, os benefícios da utilização da vacina contra a COVID-19 da AstraZeneca mantêm-se superiores ao risco, não havendo qualquer alteração às recomendações sobre a sua utilização”, diz por sua vez o Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento numa curta nota no seu site, onde remete para uma actualização da nota da EMA, que sublinha os benefícios de tomar a vacina continuam a ultrapassar os eventuais riscos.

O lote ABV5300 contém um milhão de doses e foi enviado para a Áustria, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Estónia, França, Grécia, Islândia, Irlanda, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polónia, Espanha e Suécia, diz o comunicado da EMA. A Noruega anunciou a suspensão, segundo a Reuters, apesar de não ter recebido este lote.

“Embora um defeito que afecte a sua qualidade seja considerado improvável nesta fase, isso está a ser investigado” pelo Comité de Avaliação de Risco e Farmacovigilância da EMA. “Estão a ser investigados os casos relatados bem como outros eventos tromboembólicos, e outras condições relacionadas, que foram relatadas após a vacinação”, diz a EMA.

Segundo a agência reguladora europeia, o número de alertas por formação de coágulos sanguíneos em pessoas que tomaram a vacina da AstraZeneca não é mais elevado do que o verificado na população em geral, em condições normais: 22 casos entre as três milhões de pessoas que tomaram esta vacina até 9 de Março.

A Dinamarca não revelou quantos casos de formação de coágulos sanguíneos foram reportados, mas a Áustria deixou de usar este lote de doses da AstraZeneca enquanto está a investigar uma morte devido a problemas de coagulação e um caso de doença por embolismo pulmonar após a vacinação, relata a agência Reuters. A morte terá sido de uma enfermeira de 49 anos que sucumbiu a “sérios problemas de coagulação” poucos dias depois de ter recebido a vacina diz a agência Lusa.

Quatro outros países europeus, Estónia, Lituânia, Letónia e Luxemburgo, suspenderam também a vacinação com doses do mesmo lote, avança a EMA.

Na Dinamarca, a administração da vacina da AstraZeneca foi suspensa durante 14 dias. “É muito importante frisar que não desistimos de usar a vacina da AstraZeneca, fizemos uma pausa”, disse o director da Autoridade de Saúde dinamarquesa, Soren Brostrom, numa declaração citada pela Reuters.

A AstraZeneca garante que todos os lotes da sua vacina são submetidos a um rigoroso controlo de qualidade e “que não foram detectados efeitos adversos graves associados com a vacina”. Garantiu ainda que está em contacto com as autoridades austríacas e a colaborar com a investigação.

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publicado às 15:22




Foi noticiado um acordo com a APIFARMA e o Infarmed para a distribuição pelos idosos (repito: pelos idosos) medicamentos que estejam a seis meses do fim da validade. A medida parece-me positiva, mas como já vamos estando habituados às mais diversas “manobras” destes senhores que nos governam ficamos logo em alerta.


Como se está a verificar uma quebra na procura dos medicamentos por falta de recursos financeiros de quem necessita de os comprar, normalmente os pensionistas e reformados idosos, aqui está mais uma medida, esta aparentemente positiva, daquele senhor que está no Ministério da Segurança Social que hoje propõe uma coisa e amanhã o seu contrário.


O objetivo suposto é que as empresas farmacêuticas distribuam medicamentos que estão no fim de prazo de validade por falta de venda. Dizem ser uma doação, mas, resta saber, quem vai assumir os custos a distribuição se são a APIFARMA e o Infarmed.


 Claro que, quem vai apanhar com os medicamentos em final de prazo são mais uma vez os idosos que são os mais  vulneráveis economicamente e menos informados, podem não perceber qual o verdadeiro alcance da medida, devido à falta de informação e de esclarecimento sobre a  “bondade da oferta”.


O pode acontecer se, por exemplo, um medicamento com uma embalagem de 20 comprimidos estiver a uma semana do final do prazo, continua a ser válido tomar esse medicamento sabendo que após alguns dias ficará fora de prazo? E se, em conformidade com a posologia indicada, esse medicamento não for consumido nessa semana? Haverá ou não, o risco de esse medicamento continuar a ser utilizado pelo doente após ter caducado a validade?


Há ainda outro problema que é o de saber se os medicamentos a distribuir são, de facto, aqueles que são os mais utilizados pelos idosos face à prescrição médica e também se serão os se encontram em armazém perto do final da validade. Combater o desperdício sim, mas não à custa das pessoas. É que, quem toma medidas, deve saber que está a lidar com pessoas e não com números.   


Poderemos sempre especular sobre uma possível teoria da conspiração contra os idosos. Se em condições normais aqueles medicamentos não estariam autorizados a ser comercializados e a entrarem no mercado farmacêutico, porquê agora a descoberta desta grande medida social?


Conforme o previso no Programa de Emergência Social, a distribuição dos medicamentos é feita em «locais próprios e credenciados nas instituições sociais, com salvaguarda das regras legais de segurança». Vão controlar isto? Então não vão…? E os custos do controle não contam? Poupam na farinha e gastam no farelo. Resta ainda saber se aquelas instituições farmacêuticas não receberão quaisquer compensações do Estado, por poucas que seja, com esta benesse aos idosos.


Após ano e meio qualquer cidadão como eu está no direito de desconfiar de quaisquer medidas que venham desta governação porque elas trouxeram sempre “água no bico”. Quer dizer com isto que dizem uma coisa e aplicam outra, prometem uma medidas e executam outra.


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publicado às 18:59

Solução final, nova versão

por Manuel_AR, em 27.09.12

Tendo em conta a notícia publicada em http://www.publico.pt/Sociedade/ministerio-autorizado-a-cortar-em-tratamentos-mais-caros-para-cancro-1564780 veremos que pouco a pouco iremos cair, embora com outros contornos, numa espécie de solução final, mas muito mais requintada, neste caso para os doentes mais débeis, que tiverem o atrevimento de adoecer. Por enquanto não tem ainda em vista questões raciais, mas sociais. Doentes mais débeis de classes sociais, também elas, financeiramente mais  mais débeis deverão morrer. Isto é, quem é rico viverá mesmo que seja mais dois meses, quem o não for deverá morrer porque não tem opção para escolher a cura por impossibilidade financeira.


Estes senhores estão sempre a salvo, o cidadão comum, se doente, elimina-se. Depois chamam-lhe racionalizar. Sem meios de diagnóstico como saber se alguma doença estará ou não a declarar-se. Quando se diagnosticar já não há remédio. Depois é menos u que fica.


Eis a ideologia ultra deste senhores.


Francamente, para onde estamos a caminhar. Cortar e matar sempre que possível. Isto são prenúncios ainda que ténues de ideologias pro-nazis.

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publicado às 18:22

 


Num relatório recente do Observatório Português dos Sistemas de Saúde apresentado no dia 14 de junho veio confirmar aquilo que grande parte da população utente do SNS vem confirmando mas não tem coragem para dizer, (aqui voltamos à questão do medo que já apresentei em “post” anterior), ou não diz, por a sua voz não ter eco.


Os indicadores apresentados confirmam o tal sentimento generalizado Eis alguns que são sintetizados por Marta Reis no Jornal i:


 




Acesso aos cuidados de saúde



Piorou



58%



Piorou muito



16%



Dificuldade em pagar as taxas e os transportes para o SNS



43%



Dificuldades frequentes em aviar a medicação devido ao custo



46%



Aumento dos casos de depressão



64%



 Manifestações de insatisfação dos utentes traduzidas em protestos e ameaças



 



 Não comprar todos os medicamentos receitados



 20%



Por ter medicamentos em casa



40%



Por dificuldades económicas



25%




 


Inquéritos efetuados


741 Médicos


878 Profissionais de Unidades de Saúde Familiar


Nas farmácias (41 e dados de 375 doentes)


 


Estes e muitos outros elementos demonstram que tem vindo a aumentar a degradação do SNS e, consequentemente, o aumento do sofrimento dos portugueses.


Num comentário naquele mesmo dia de apresentação do relatório o deputado Guilherme Silva, num frente a frente da SIC Notícias, deitando mais uma vez poeira para os olhos dos portugueses, baseia-se num pequeno parágrafo em que diz haver uma contradição, para desvalorizar todas as conclusões do relatório. Tomar a parte pelo todo, à falta de melhores argumento, tudo serve.


O antigo primeiro-ministro, José Sócrates, tinha avisado que os liberais do PSD iriam desmantelar o SNS para que a privatização entrasse em força na saúde e nisso tinha toda a razão. Mas verdade é que foi no governo dele que se deu o seu início e que mais medidas idênticas iriam ser tomadas naquele sentido.


Como é mais do que sabido, todos os que tomam as decisões têm os seus amigos médicos e hospitais privados para eles e respetivas famílias, as medidas vão apenas atingir outros, portanto, para a frente é que é o caminho.


Ao fim de tantos anos fazem agora tudo à pressa, sem avaliarem os impactos das medidas tomadas e sem tentarem arranjar soluções alternativas que os minimizem. Mas isto é muito difícil para estes novos governantes (ou governantes novos), a menos que gastem milhões e mais milhões de euros em estudos, encomendados a quem lhes interessa e, sobre os quais, não se conhecem quaisquer conclusões. E cá estamos nós a pagar e a cair no buraco que escavam cada vez mais fundo.


 Para a maior parte desta geração de políticos que nos governa, salvaguardando algumas honrosas exceções, é tudo incontornável, o que sempre serve para justificar incompetências, falta de valores e sentido humanístico que não lhes foram dados nas escolas e universidades públicas e privadas pós 25 de abril onde, muitas vezes, se reivindicaram passagens administrativas.


 

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publicado às 16:24


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