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Aqui da Beira onde me encontro tenho evitado emitir opiniões sobre uma situação que foi de terror para muitas populações. Mas há duas que não pude deixar passar sem um comentário qué são o desespero da oposição de direita, nomeadamente do PSD, acompanhado por alguns jornalistas dos órgãos de comunicação, televisão e imprensa que, ávidos de notícias polémicas e de furos jornalísticos que possam beliscar aqui e ali o Governo, lançam para a opinião pública notícias não são validadas nem confirmadas. Estas notícias foram baseadas em boatos originados e propagados por fontes pouco credíveis, nomeadamente quando se entrevistam aleatoriamente testemunhas envolvidas no próprio acontecimento e sempre que se verificam situações de catástrofe.  


Assim foi o caso de avião de combate ao incêndio que se teria despenhado apenas porque foi ouvido um ruído de explosão que passou por ser semelhante à queda duma aeronave. Resta saber se esta notícia não terá sido propositadamente fabricada, depois dada como boto para criar mais achas nas fogueiras que se atiçavam nas notícias divulgadas.


Figuras da televisão também elas ávidas de protagonismo, como Judite de Sousa, dando-se ares de grande repórter vai para o terreno colocando-se em falso risco para mostra em direto um cadáver coberto com um oleado amarelo que aguardava remoção que, no dizer desta candidata a um prémio bullytzer do jornalismo (nome inventado por mim a partir de bully, não confundir com prémio Pullitzer), estava ali sem ter sido retirado. Queixas para a ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação choveram bastantes, mais do que uma centena. Comparou então ela o que fez com outras imagens que, lá fora, sempre o lá fora, também, embora noutras circunstâncias, tinham sido divulgadas. E, claro, era inevitável, a direção da TVI veio, apressuradamente, em sua defesa dizendo que ninguém dá lições de jornalismo. Presunção e água benta não lhes faltam.


Claro que o líder do PSD sem nada para fazer oposição agarra-se também a boatos que divulga através da comunicação: suicídios devido à tragédia, internamento hospitalar de uma tentativa de suicídio. Alegando que lhe tinha sido fornecida essa informação pelo Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande. Qual terá sido o objetivo? E mais, Passos Coelho falou ainda da falta de psicólogos para assistência às populações. Tudo isto se confirmou serem notícias falsas, desta vez veiculadas pelo próprio líder do PSD do qual veio depois pedir desculpa. É inadmissível vindo dum responsável partidário da oposição!


Isto apenas revela a desorientação da direita que, sem nada para fazer oposição, vendo as suas convicções de orientação para o país derrubadas, que dizia serem únicas, procura na tragédia que provocou a perda de bens e de vidas humanas algo onde se agarrar.

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publicado às 19:39

Quando os abutres pairam

por Manuel_AR, em 19.06.17

Incêndio Predrógão.png


Todos lamentamos as vitimas causadas pela imensa tragédia provocada pelos incêndios dos últimos dias na região de Pedrógão Grande que ultrapassou as regiões periféricas daquele concelho.


Para quem acompanhou as reportagens e noticiários dos vários canais televisivos terá tido oportunidade de confirmar que esta tragédia tem sido, e continuará a ser, um pasto fácil para captar audiências.


Reportagens repetitivas, debates televisivos, entrevistas que, para além de informarem, servem também para fomentar a dúvida, pôr em causa tudo o que se fez e o que deveria ser feito ou, ainda poder contentar certa espécie de audiências, lançando achas de outra espécie para fogueira da comunicação, arremessando descréditos e subentendidos a instituições, apontando as mais diversas responsabilidades.


Na imprensa o triste acontecimento é fonte de inspiração para opiniões dispares e de interpretação subjetivas, reclamando o que anteriormente não reclamavam... Uma oportunidade também para contestarem as declarações do Presidente da República. Esquecem-se estas aves de rapina do que foi o tempo dos incêndios no tempo do governo que apoiavam, "comendo" o que de lá vinha, sem pestanejarem. Veja-se por exemplo o caso do incêndio na Serra do Caramulo em agosto de 2013.


Aí estão eles, os da direita com uma fácies triste e a mostrar condolência quando os seus adeptos, mostrando a sua fúria desmedida e mal contida espalham comentários através dos jornais online atribuindo culpas a quem está mais a jeito. Na sua fúria insana procurando fragilidades que lhe lhes garanta ganhos que têm vindo a perder. É a fúria dos adeptos duma direita extremista, irresponsável e irracionalmente furiosa.


Judite de Sousa parece ser, no meio da terra queimada e de cinzas, vestida de preto a condizer para mostrar o seu enlutar (fica-lhe bem no avermelhado da paisagem, assim como o cabelo a que parece pertencer), um dos abutres da comunicação, eventualmente feliz por dentro, por a desgraça alheia lhe ter trazido algo para debicar e beliscar numa política que parece não lhe agradar e puder ter audiências durante semanas. Quando há notícia que deem visibilidade pela-se por aparecer.


Deixando de lado o seu valor como investigadora, Raquel Varela é outra, noutro estilo, não perde a mínima oportunidade para ter audiências, aproveita tudo para uma contestação, a tudo e por nada, deixando qualquer leitor ou espetador alguma vezes perplexo  sem saber onde ela se situa. É contra tudo e todos. Apenas porque sim!


Neste momento canais de televisão ávidos da especulação para traduzirem más notícias em emoções para os espectadores iniciaram já a preparação de reportagens pondo frente às câmaras voyeuristas pessoas e famílias enlutadas, agora empobrecidas física e psicologicamente pela tragédia, colocando-as em primeiro plano numa tentativa de exploração política e emocional de situações de tristeza e de luto com o objetivo de atrair publicidade não olhando a meios. Esta tragédia servirá, durante mais alguns dias, ou semanas, para os “abutres” da comunicação televisiva fazerem uma espécie de marketing para captar audiências, mais do que para dar apenas informação.

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publicado às 16:59


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