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Por mais que se queira há coisas que não podemos nem devemos esquecer. Recordo agora a forma de comunicar ofensiva de quem governa este país e o desrespeito pelos cidadãos tornou-se uma constante.


Não sei se por influência do que o primeiro-ministro tem dito por aí, o senhor ministro da Saúde Paulo Macedo apanhou agora também o tique da omissão e do desdém pelos portugueses.


A propósito de um estudo do ISCTE, "O Sistema de Saúde português no tempo da troika: A experiência dos médicos", o secretário de Estado Adjunto do ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, que suponho deve ter propensão para tudo, menos para o que diga respeito ao exercício da medicina, vem mais uma vez mostrar o seu desdém, para não dizer troçar, como já o fez uma vez em relação a uma reportagem da TVI sobre os hospitais.


Disse ele sobre aquele estudo que "as opiniões estão na moda" e que "lamentavelmente, opina-se e não se discutem factos". Mas que factos? Os de não querer aceitar a realidade da tentativa destruidora e a insegurança que causaram aos utentes do Serviço Nacional de Saúde, ou a realidade do seu ministro Paulo Macedo que afirmou em tempo que "poderia ter sido muitíssimo pior"?


Como disse Carlos Cortes no Jornal de Notícias "… Este Ministério da Saúde não tem estado à altura das suas responsabilidades, mas "podia ser muitíssimo pior". Podia mesmo ???"

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publicado às 16:25

A verruga

por Manuel_AR, em 24.02.13


 Não há dúvida de que o ministro Miguel Relvas é uma verruga na face visível do Governo. Consegue desvirtuá-lo se é que alguma virtude tem. O ministro Miguel Relvas tem, desde os primeiros escanda-los, maçonaria, espiões e licenciatura, andado a jogar ao toca e foge. Quando os ânimos aquecem vai para fora. Voltou depois com toda a força, atingindo os portugueses com intervenções divisionistas e anti união de esforços conjuntos para a superação da crise.  Agora já se diz que vai até Moçambique.


Se a animosidade contra o Governo se deve a ele próprio, não é menos verdade que grande parte se deve sobretudo ao ministro Relvas.



Vieram alguns comentadores, nomeadamente do Partido Socialista, interceder a favor de Miguel Relvas a propósito da sua intervenção que esteve para fazer no ISCTE antecipada por manifestantes que cantaram Grândola Vila Morena. Alegaram estes comentadores e jornalistas que, ao impossibilitarem a intervenção do ministro colocou-se em causa a liberdade de expressão. Se revirmos as imagens captadas podemos verificar que o ministro, embora com um esgar forçado tentou, caricatamente, trautear a canção. O que houve foi uma interrupção de algo que ainda não se tinha iniciado. Se aconteceu uma ocorrência mais drástica de seguida apenas a ele cabe a responsabilidade, pois não soube, com dignidade, esfriar os ânimos como muitos dos seus colegas já tinham feito. Todavia, talvez não funcionasse para o ministro Relvas, à semelhança de outros, porque conseguiu, por tudo o que ele tem vindo a dizer, concentrar nele toda a revolta que a população sente por este Governo.


Cabe recordar, porque nem todos têm memória curta, o que se passou com José Sócrates, quando primeiro-ministro, que contribuiu com grande quota-parte para que o Jornal Nacional da TVI apresentado por Manuel Moura Guedes fosse extinto sem dó nem piedade, muita embora pesemos algumas críticas que lhe pudéssemos fazer. O episódio Relvas, comparado com este, é uma brincadeira de crianças. Quem parece ter memória curta é o PS.




Imagem a partir de: http://acartaagarcia.blogspot.pt/2012/05/os-desconchavos-esquizofrenicos-do.html


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publicado às 18:26


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