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Neoliberalismo alimentar contra a fome

por Manuel_AR, em 13.12.13



Tenho um enorme respeito pelo Banco Alimentar contra a Fome e pela obra desenvolvida e muitas vezes tenho contribuído quando e conforme posso. Deste modo, tudo quanto venha a dizer a seguir trata-se apenas de um comentário ao artigo de opinião de Henrique Raposo intitulado “O Banco Alimentar e o Ódio” publicado no jornal Expresso de 7 dezembro último e em nada tem a ver com a minha posição sobre



 


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publicado às 17:46


Pessoas que têm responsabilidades sociais ou que se evidenciam como elementos notáveis devem acrescentar-se a necessidade de ter cuidados redobrados no que dizem. Sobre este assunto li hoje o editorial do jornal i que aborda este tema de forma muito clara. Assim, cito com a devida reverência, alguns pontos. O texto completo poderá ser consultado no portal do referido jornal.


“Infelizmente verifica-se com alguma regularidade que certas pessoas não têm noção do papel mesmo simbólico que têm socialmente.


O caso mais recente tem a ver com a filha de um banqueiro que disse gostar de ir para a Comporta por ser como brincar aos pobrezinhos. Convenhamos que é de mau gosto e de quem não sabe o que é a pobreza.”


“Em tempos houve outros casos chocantes, como o da líder de um banco alimentar que afirmava que tínhamos de comer menos bifes (cita- -se de memória) ou a jovem que assegurava que o melhor que lhe podia acontecer este ano era tornar-se proprietária de uma carteira Chanel.


Há depois casos variados, como o dos excêntricos jogadores de futebol que se adornam com brincos e relógios pimba de milhões, expondo com estardalhaço a sua riqueza recente e normalmente passageira.”


Vale a pena ler o artigo.

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publicado às 22:06

 



Acho que ninguém ficaria contente nem desejaria que o Banco Alimentar contra a Fome tivesse menos contributos do que em campanhas anteriores. Eu, por mim, que também contribuí, ficaria imensamente preocupado. Ainda bem que a campanha dos dias 1 e 2 de dezembro tiveram sucesso conforme tem sido repetidamente anunciados pelas televisões.
Todavia, houve uma situação perversa que foi a preocupação das televisões de anunciarem exaustivamente e com frequência o sucesso da campanha comparativamente àquelas que houve noutras alturas.
Apesar da desfaçatez com que a senhora Isabel Jonet proferiu afirmações gravosas sobre os comportamentos de consumo que os portugueses já não têm, estes, responderam positivamente, não devido aos sucessivos apelos que aquela senhora fez antes da campanha, mas porque quiseram ser solidários e quiseram ajudar os pobres e os novos pobres que os representantes da ideologia que aquela senhora professa criaram no espaço de ano e meio de governo e que ainda vai criar mais.
O que a “senhora” Isabel Jonet fez foi aproveitar-se da campanha televisiva para limpar a sua imagem.

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publicado às 22:22

Apologia da pobreza por Isabel Jonet

por Manuel_AR, em 11.11.12

Apologia da pobreza de Isabel Jonet





Penso não haver dúvidas que todos queremos que o Banco Alimentar continue a ajudar quem necessita e devemos todos contribuir e continuar a apoiá-lo, mas sem essa senhora que, se não estiver agarrada ao poder e ao protagonismo, deve ela própria demitir-se. 





 


 


Andam alguns colaboradores de jornais a escrever que todos os que se insurgem contra as afirmações de Isabel Jonet são de uma determinada esquerda. Mas o que os leva a etiquetar outros como seno de esquerda? Será que acham que os que são de direita não poderiam, nem deveriam pronunciar-se contra as afirmações que vêm do setor a que pertence aquela senhora? Isso é sectarismo. As referidas afirmações incomodaram tanto os de direita como os de esquerda e os sem partido porque foram dirigidas a todos.


Os mais jovens não passaram por isso, mas, afirmações como aquelas que a senhora Jonet proferiu, ouviam-se no tempo de Salazar quando, sistematicamente, se fazia passar a mensagem, coadjuvada pela igreja, da pobreza como uma virtude a seguir. Cada senhora rica da alta sociedade da época tinha os seus pobrezinhos que protegia e se regozijava com isso. Era o Estado da altura que fomentava as obras de caridadezinha privada para apoiar dois tipos de pobreza, os pobres que pediam à porta das igrejas e na rua, e os pobres envergonhados que a igreja protegia.


Esta senhora não deseja que os pobres saiam da pobreza, quer mais, quer que se agrave. Aliás algumas das suas afirmações são a evidência do que acabo de dizer: “vivíamos muito acima daquilo que eram as nossas possibilidades", "há uma necessidade permanente de consumo e de bens para uma satisfação das pessoas e que conduz à felicidade que não é real.” E ainda "Vamos ter que empobrecer muito, mas sobretudo vamos ter de reaprender a viver mais pobres". Pode perguntar-se a essa senhora se ela tem uma felicidade que não é real ou se, pelo contrário, pratica ela própria uma não “permanente necessidade de consumo” que a possa elevar à pobreza como felicidade.


Penso não haver dúvidas que todos queremos que o Banco Alimentar continue a ajudar quem necessita e devemos todos contribuir e continuar a apoiá-lo, mas sem essa senhora que, se não estiver agarrada ao poder e ao protagonismo, deve ela própria demitir-se.


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publicado às 16:14

Isabel Jonet uma senhora com letra pequena

por Manuel_AR, em 07.11.12

Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar contra a Fome, advogou ontem, 6 de outubro, na edição da noite da SIC Notícias  empobrecimento e fome para os portugueses como necessários para a saida da crise.


Afirmou ainda que o estado social não pode continuar e que vivemos todos acima das nossas possibilidades, numa mesa redonda onde se encontravam Manuela Ferreira Leite e Rui Vilar.


Custa a acreditar mas é verdade. Para ela a luta contra a fome é criar mais pobreza.


É preciso que haja fome para que senhoras como esta possam existir.


 


VEJAM


 


 

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publicado às 09:46


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