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Imagem de: http://paginaglobal.blogspot.pt/2011_09_18_archive.html


 


Neste momento ainda não se conhece o que o Dr. Paulo Portas irá comentar ou proferir quando hoje falar ao país. Uma coisa é certa, por mais que se esforce em declarações patrióticas, de sentido de estado, de responsabilidade de compromissos assumidos, que afinal são aquelas que proliferam entre os porta-vozes do governo ou quaisquer outras, nunca o fará distanciar-se das medidas tomadas, porque ele, fazendo parte do governo, mesmo que seja crítico, as teve que assumir também como suas.


Já chega de números circenses e de acrobacias político partidárias para livrar o seu cavalinho da chuva. O povo já não acredita nessa tática. O CDS/PP, dizendo-se democrata cristão, humanista e dedicado apoiante do assistencialismo caridoso, faz parte e apoia um governo que persegue os mais fracos. Coligou-se com uma fação do PSD que, para além de ultra liberal, tem também alguma pré-disposição para ser pró neonazi pelo que temos vistos em várias declarações pronunciadas por alguns dos seus deputados nomeadamente Carlos Peixoto.


Este governo, como muitos dizem, ataca apenas os que não têm muita capacidade de mobilização e resposta. O CDS/PP, ao manter-se no governo, não tem quaisquer hipóteses de se esquivar, através de quaisquer golpes de “Wrestling”, porque está comprometido e a ser engolido pelo PSD mais extremista que se conheceu desde o 25 de abril. Portanto já não há razões para acreditarmos nas boas intenções e patriotismos de Paulo Portas. Defendia no Parlamento, em tempos, os mais fracos, mas nunca o vimos criticar os mais fortes. Se há uma crise, todos devem ser chamados a contribuir para a sua minimização, mas o poderio económico e financeiro está sempre liberto de medidas de austeridade calhando-lhe apenas uma pequeníssima parcela. Para já não falar desses outros pequenos grupos que vivem à custa do Estado e dele tiram dividendos com o dinheiro cada vez mais extorquido aos cidadãos honestos que trabalham todo o ano para sobreviverem.


Enquanto os partidos políticos não forem claros clamando contra este estado de coisas, apenas poderemos esperar que se comece a pôr em causa este sistema partidário. Por isso, bem pode Paulo Portas contorcer-se na pista do circo porque o que conseguirá será apenas a quebra da coluna. 

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publicado às 16:54


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