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O primeiro-ministro o vice-primeiro-ministro e os ministros preocupam-se mais com a propaganda ao governo, com a Câmara de Lisboa e com António Costa do que em governar.


 


E agora Paula Teixeira da Cruz o que vai fazer após arquivamento por falta de provas do inquérito sobre a "sabotagem" do Citius? Pediu desculpa mas o caso era técnico, mas era técnico e não político mas pediu desculpas. Frustrada a intenção de arranjar dois bodes expiatórios forjados através de um relatório interno encomendado o que fazer agora? Aconselha-se uma saída limpa da ministra, talvez?... Ou….


 


Falcatruas e corrupção relativas aos vistos Gold elogiados e fomentados por Paulo Portas. Tábua de salvação para Teixeira da Cruz que está a tirar dividendos políticos que serve de lavagem para a sua imagem. Implicados há-os também no seu ministério, no seu partido e no seu governo. Deve ser com grande mágoa que diz o que já disse em tempo que a justiça é para todos e que ninguém escapa, a impunidade acabou seja para quem for. Grande tábua de salvação para a barraca da reforma da justiça. Lá por dentro deve haver um vale de lágrimas. Falta saber se tudo isto não vai ficar em águas de bacalhau…


 


Cavaco pergunta o que é que os gestores da PT andaram a fazer mas a talvez a aterosclerose o tenha feito esquecer que condecorou um desses gestores, Zeinal Bava, a 10 de junho passado. Mas lá vai lançando para o espaço político a ideias do manifesto de se evitar o desmembramento da PT.


 


Poupanças e austeridade só para alguns. A AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, vai abrir delegações na Coreia do Sul, Equador, Gana, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Nigéria, São Tomé e Príncipe, Senegal, Finlândia, Noruega e Timor Leste. Via cria uma rede de especialistas, mais uma. Quanto nos vai custar tudo isto? A eficácia é duvidosa e terá sido avaliada. Talvez mais uns tachos para dar empregos a desempregados das famílias da maioria do Governo. P'ra a frente Portugal!


 


Passos Coelho aparece em tudo quanto é sítio debitando discursos comicieiros de pouca envergadura para poder aparecer nos ecrãs das televisões e fala apenas para os seus apaniguados do partidos e da coligação. Será que ainda não se apercebeu que estamos fartos da sua imagem?


 


A saga da família Espírito Santo continua… Até onde não sabemos. Será que irá acabar sem condenações e em prescrições como é habitual para certos senhores privilegiados. Quanto ao BPN o silêncio continua. Será que a Presidência da República decidiu desviar o seu exercício de influência para outros campos que não sejam o Governo e a Assembleia da República?


 


António Costa é criticado por criar as tais taxas e taxinhas nomeadamente a de um euro para as dormidas em hotéis a reverter para um fundo de investimento destinado a melhorar infraestruturas para o turismo. Costa contra ataca e diz que o Governo cobra 12,50 euros por cada embarque dentro do espaço europeu e 23 euros se for para fora do espaço europeu e em cada dormida cobre 4,61 euros relativos ao IVA. E aos turistas também lhes é cobrado 23% de IVA que antes era de 13%. Quem que ganha e quem é que perde a lançar o disco das taxas?

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publicado às 18:39

Durão Barroso o menor denominador comum

por Manuel_AR, em 03.08.14


  


 O beijo de judas?


 


Um artigo de opinião escrito por Alexander Hagelüken, publicado no jornal alemão Süddeutsche Zeitung em junho de 2014 página 17, aborda a presidência de Durão Barroso na Comissão Europeia terminando da seguinte forma:  "Há dez anos, a última vez que os chefes de governo conferenciaram para encontrar um chefe para a Comissão, afastaram todos os candidatos fortes e chegaram a acordo quanto ao menor denominador comum: chamava-se Durão Barroso. Mas, Barroso, não tinha competência para lidar com a crise. E um candidato do mesmo género também não teria competência para poupar a Europa a uma noiva crise."


É assim que os alemães veem em Durão Barroso, a incompetência personalizada para lidar com a crise escolhido como um mal menor que seguisse, com subserviência, os ditames que a Alemanha e os países do norte como a Holanda e a Finlândia exigissem. Mas parece que não foi suficiente.


O autor do artigo admite que os países da Europa atravessaram a crise de formas diferentes e aponta muitos países, especialmente os do Sul, que "se deixaram enganar pela taxas de juro excecionalmente baixas" ficando embriagados pelo artificialismo do crescimento da construção sem prestarem atenção à concorrência internacional derivada da globalização.


Como mau exemplo aponta os países do sul porque os bons exemplos encontram-os na Alemanha, Finlândia e Holanda onde se passa exatamente o contrário porque "reformaram os seus mercados de trabalho e os seus sistemas sociais em função da realidade da globalização".


Tanto quanto se sabe as reformas que se praticaram nestes países foram lentas e sem ou com pouca dor ao contrário do que impuseram aos países do sul como Portugal, neste caso também por culpa do atual governo que, aliado a Durão Barroso e aos seus chefes europeus do norte, quis ser mais papista do que o papa, mas parece que não o foi suficientemente.


Por outro lado, Hagelünken, no seu artigo alinha pela visão da severidade da disciplina orçamental apontando como bom exemplo os países do norte e critica os erros e o mau exemplo do sul e acrescenta que "chegou o momento de trabalhar em equipa, seguindo uma viagem comum".


As críticas apontadas são o "déja vue" que incidem sempre sobre os mesmos trabalhadores, e reformados. Os cidadãos (ele evita o termo trabalhador, e refere-se apenas "a alguns países") reformam-se tão cedo que os sistemas de pensões serão em breve impossíveis de financiar. Faço um parêntesis para recordar que, em Portugal, a antecipação das reformas foi fomentada pelo atual governo durante os três últimos anos. Os que estão empregados, esses bandidos, digo eu, gozam de tantos privilégios que as empresas não contratam jovens profissionais e o desemprego juvenil explode. A burocracia sufoca as iniciativas empresariais que poderiam criar prosperidade. Estas asserções são aquelas que temos ouvido nos últimos anos por Passos Coelho seus apaniguados e arautos do governo, seguidores exemplares de subserviência aos países do norte.   


As advertências de Van Rompuy são salientadas pelo autor do artigo ao afirmar que "as perspetivas conjunturais da Europa são demasiado negativas para, a prazo, conseguir continuar a financiar os benefícios do Estado social, tão importantes para os cidadãos".  Pode inferir-se que o problema está nos cidadãos que conquistaram os Estado social e o querem manter e, por isso, há que destruí-lo. Contudo não refere a questão da especulação financeira, dos offshore, das negociatas destruidoras da economia por alguma banca. O problema está sempre nos mesmos, portanto devido à competitividade e à globalização tem que se proceder a reformas que conduzam a prazo, reformas, para nos colocar a par de alguns países asiáticos em que o trabalho é pago a troco de umas moedas e uma tijela de arroz e sem direitos sociais. Isto apenas para alguns, os do sul, para que os do norte possam continuar a viver bem.


Portugal é o único país do sul que apoia as políticas que os do norte querem impor através de acordos sobre as reformas (apoiadas pela chanceler Merkel) já que, em França, na Itália e na Espanha não encontra aliados.


Considerando Durão Barroso fraco e um "menor denominador comum" que não foi um motor nem teve a dureza para impor uma política de reformas, termina aquele pregoeiro da austeridade para os países do sul dizendo que "Merkel tem todo o interesse em deixar as rédeas da Comissão a um homem forte, alguém como Jean-Claude Juncker, (eleito já depois da publicação do artigo). Só um homem com esta têmpera pode impor as reformas necessárias no sei da EU.


Se assim for estamos bem servidos com este e com futuros governos. Entretanto cá estamos para pagar com os nossos impostos os desvarios oportunistas e as trafulhices da banca como está a ser paradigmático o caso do Grupo Espírito Santo no qual se inclui o BES.

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publicado às 16:18


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