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Mentiras e promessas

por Manuel_AR, em 02.05.14




Quando tivermos que fazer escolhas para as eleições europeias devemos tomar em consideração que elas são mais importantes para o nosso futuro do que aquilo que nos querem fazer crer. O DEO (Documento de Estratégia Orçamental) apresentado por este governo que, digam o que disserem, não é mais do que um PEC (Pacto de Estabilidade e Crescimento) mas para pior. Aquele documento já foi ou irá ser enviado para a União Europeia, como o foram, em tempos, os PEC. Desiludam-se aqueles que pensam que os cortes nas pensões e nos salários ficarão por aqui. Irá caber a vez ao setor privado, não através de cortes diretos, porque não o poderão fazer, mas outras medidas serão possíveis como por exemplo o aumento de taxas sobre o trabalho ou outras que possibilitem às empresas poder fazê-lo, justificando, a baixa produtividade, a falta de encomendas, os custos de produção e ameaça de insolvência.


Os valores dos salários em atraso, devido às mais diversas causas dispararam em 2013 mais de 66% que em 2012 o que corresponde a 36,5 milhões de euros.


A experiência tem-nos dito que em campanhas eleitorais todos os partidos fazem promessas que depois não cumprem, mas não há memória termos um governo que enganou os portugueses antes das eleições e está a continuar a enganá-los no presente com promessas que, sabe, à partida, não irá cumprir porque empurra para quem as vier a ganhar em 2015.


É um governo sem rumo cujo objetivo é reduzir os portugueses à penúria sem que haja qualquer estratégia que não seja a do empobrecimento. Mudaram o discurso mas os princípios e a ideologia neoliberal continuam, apenas estão adormecidos. Mostram-se agora com um cariz social adotando uma estratégia de esforço para tentar minimizar os sacrifícios dos trabalhadores, reformados e pensionistas. Logo que consigam captar alguns na teia que estão a tecer, após eleições, se as ganharem, lançam-se novamente qual aranha sobre as suas presas.  


 


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publicado às 18:58

Saída do euro talvez a melhor opção

por Manuel_AR, em 01.05.13

 



Refere-se a construção de um Portugal aberto e mais moderno para quem? Quando todos já estivermos mortos, após termos passado sacrifícios extremos para permanecermos num euro que, cada vez mais, se prevê estar em desagregação.



 



 



O DEO – Documento de Estratégia Orçamental 2013 a 2017 na página V da Introdução faz uma ameaça. Já estamos habituados a vários tipos de ameaças, quer por parte do primeiro-ministro Passos Coelhos, quer por parte de Vítor


Gaspar e dos seus apoiantes economistas de serviço. Agora, ameaças dignas de comícios partidários colocadas em documentos oficiais é coisa nunca vista. 


Diz então aquele documento que “A alternativa de regressar a comportamentos passados implica, numa versão mais radical, a bancarrota e a saída do euro. Numa versão mais mitigada, essa alternativa envolve um percurso penoso dentro do euro, com soberania nacional reduzida por um largo período de tempo. A troika tornar-se-ia uma presença habitual e constante no nosso país. Qualquer uma destas hipóteses mingua e amesquinha o papel de Portugal na Europa e no mundo. Trata-se de desistir ou adiar a construção de um Portugal aberto e moderno.”


Refere-se a construção de um Portugal aberto e mais moderno para quem? Quando todos já estivermos mortos, após termos passado sacrifícios extremos para permanecermos num euro que, cada vez mais, se prevê estar em desagregação. Se temos que passar por sacrifícios e por austeridade extremas para nos mantermos no euro então talvez seja preferível sair da moeda única porque ao menos recuperamos a nossa autonomia e soberania e sermos senhores do nosso destino.


Pois bem, se há que fazer sacrifícios, para os quais venha o diabo e escolha, que existirão em qualquer das opções, então porque não fazer um grande debate nacional em torno da saída, ou não, do euro com posterior lançamento de um referendo à população sobre a permanência ou não naquela moeda. Então, se o resultado for a saída iniciar a saída sem sobressaltos.


 


(Imagem de http://whispersfromtheedgeoftherainforest.blogspot.pt/2012_05_01_archive.html)

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publicado às 19:32


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