Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Covid-vacina.png

Começa a haver um cansaço e falta de paciência para ouvir António Costa e alguns membros do Governo. Tenho a sensação de que andam às voltas perdendo-se em pormenores perdendo a capacidade de síntese, objetividade e assertividade face às decisões a tomar, o que me leva pela primeira vez a desconfiar de que o que dizem e fazem é sem convicção gerindo as intervenções numa atitude propagandística. A comunicação tardia ao arrasto de outros países sobre a suspensão da vacina da Astrazeneca foi paradigmático.  

Em 7 de fevereiro, a África do Sul suspendeu os planos para o lançamento de 1 milhão de doses da vacina AstraZeneca. Um pequeno ensaio não conseguiu demonstrar que protegia os sul-africanos contra uma nova variante que se tornou predominante no país. Enquanto isso, a AstraZeneca da Oxford disse que estava a trabalhar numa nova versão da vacina à medida para aquela variante.

A Dinamarca, Islândia e Noruega suspenderam o uso da vacina em 11 de março por causa de preocupações sobre um possível aumento do risco de coágulos sanguíneos. A Alemanha, França, Itália e vários outros países seguiram-se logo depois suspendendo a administração da vacina devido às preocupações sobre coágulos sanguíneos nas pessoas que tomaram a vacina, no meio do que o regulador médico da União Europeia insistiu que seus benefícios superavam o risco de efeitos colaterais. Contra corrente em 13 de março o Brasil aprovou totalmente a vacina.

Ouvir o nosso primeiro-ministro dizer que a dita vacina é segura mesmo para os maiores de 65 anos e que até ele já a tomou em nada me tranquiliza. Estou-me nas tintas para que ele tenha tomado aquela vacina ou outra qualquer, o que me interessa é que não se transforme a população numa espécie de cobaia em que meia dúzia de mortes são pequeno efeitos colaterais, caso as suspeitas de morte ou outras patologias se confirmem como resultado da dita vacina.  

Gostaria de perceber porque será que tantas vozes se elevam a defender a vacina Astrazeneca, tentando fazer comparações com as contraindicações de outros medicamentos desde há muitos testados e implantados no mercado. Buscam-se estatísticas de incidências que nada têm a ver com as duma vacina que nem meia dúzia de meses tem de administração. Note-se que a empresa AstraZeneca Portugal surgiu em abril de 1999, a partir da fusão da empresa sueca Astra AB com o Zeneca Group PLC do Reino Unido e está concentrada em três áreas terapêuticas: Cardiovascular, Renal e Metabólica, Doenças Respiratórias e Oncologia.

As vacinas normalmente exigem anos de pesquisa e testes antes de chegar à fase clínica, mas em 2020 os cientistas entraram numa corrida para produzir vacinas contra o coronavírus seguras e eficazes em tempo recorde. Em 8 de dezembro, pesquisadores da Universidade de Oxford e da empresa sueco-britânica AstraZeneca publicaram o primeiro artigo científico sobre um ensaio clínico de Fase 3 de uma vacina contra o coronavírus. O ensaio demonstrou que a vacina pode proteger as pessoas da Covid-19, mas deixou muitas questões sem solução sobre os resultados, inclusivamente na administração a maiores de 65 anos. Passadas semanas já não haveria problema e dizem ter havido evidências (!!?) de que não havia contraindicações.

Apareceram algumas vozes nas televisões a “esclarecer”, em abono da vacina da Astrazeneca, alegando que todos os medicamentos têm contraindicações e apontam que, no caso desta vacina, os casos são muito raros em função das administrações efetuadas. A OMS faz coro com essas vozes. A DGS diz que não há problema, mas para os que a tomaram estarem atentos e em casos anómalos para consular um médico. Outros ainda gritam por meias palavras que não importam meia dúzia de vidas que sejam vítimas em comparação com os benefícios que pode trazer, como se fosse esta a única vacina que apareceu no mundo. Há mais do que a da Astrazeneca! Porquê a insistência nesta da Astrazeneca/Oxford?

Neste contexto fica-se com perplexidade ao ler o editorial de Manuel Carvalho no Público quando se refere às “escassas mortes que ecoaram na imprensa” criticando a atitude dos vários países que resolveram parar com a vacina da Astrazeneca até esclarecimento cabal dos casos que vieram a público, presumivelmente causados por aquela vacina. E continua: “Mesmo sabendo que a suspensão das vacinas pode revelar um saudável desejo de proteger algumas pessoas, os governos puseram de lado essa questão magna da política democrática que tem que ver com o interesse geral. Numa linguagem gélida, que a vida tantas vezes exige, concentraram-se nas escassas mortes que ecoaram na imprensa e esqueceram centenas de vidas que a vacina poderia salvar nas próximas semanas.”, e acrescenta Manuel Carvalho “Ao parar por reflexo um processo crucial para o futuro próximo, a vacinação, com base em suspeitas não comprovadas nem reconhecidas pela ciência, a Europa mostrou a flacidez do costume sempre que é preciso coragem, confiança e determinação. A menos que a ciência conteste o que sabemos hoje, não agiu para o seu bem, nem a favor da vacinação”.  Mas o que deu a esta gente? Alguém me explica?

Não se percebe então a preocupação das autoridades de saúde e do Governo em relação ao número de caso e de mortes causados pela covid-19 tomando em conta os valores atingidos. Se não, vejamos: em Portugal, segundo fonte da Johns Hopkins University e até 14 de março, o número de casos por milhão de habitantes era de 53,6 o que corresponde a 0,00530 por 100 habitantes. O número de mortes foi de 1,47 por milhão de habitantes o que corresponde a 0,000147 por 100 habitantes. Ora estes valores verificados na população em relação à covid-19 ainda estão abaixo daqueles que alguns cientistas referem sobre a baixa probabilidade de contraindicações da vacina poderem acontecer. Porquê então preocupação em relação aos números da pandemia? (Ironia). Se por um lado é devido à difusão do contágio, por outro, se se morrer devido a contraindicações da vacina já não há problema, são efeitos colaterais. Deve ser este o ponto de vista dos responsáveis.  

O regulador de medicamentos da UE disse que permanece “firmemente convencido” de que os benefícios da vacina Oxford / AstraZeneca Covid superam os riscos, mas os casos isolados de coágulos sanguíneos “são uma preocupação séria e precisam de avaliação científica séria e detalhada”. Emer Cook sugeriu em 16 de março que era possível que os riscos fossem maiores para algumas categorias de pacientes. “O que estamos entendendo é que eles podem estar associados a algumas subpopulações”. Contudo alguns especialistas também disseram que casos raros de trombose cerebral ser altamente incomum em pessoas mais jovens podem indicar uma relação causal com a injeção.

A corrida pela procura de uma vacina contra a covid-19 transformou-se numa competição para ver quem chegava primeiro ao potencial mercado que se previa ser muito lucrativo. Encontramo-nos numa economia capitalista e o meio científico e empresarial no mundo das farmacêuticas têm todo o “gosto” em entrar nesta competição. A maioria dos cientistas e investidores nos países desenvolvidos não se importa com o que está a trabalhar desde que em tal haja a possibilidade de se fazerem novas descobertas para aumentar os lucros através de um mercado promissor e lucrativo.

A estes acrescenta-se também a da competição política pelo desenvolvimento e distribuição da vacina.  A vacina da Astrazeneca foi desenvolvida em laboratório pela Oxford University do Reino Unido. A rapidez com que aquela vacina foi produzida e testada e aplicada no U.K. levam-me a encarar outro ponto de vista: será que não estará Boris Johnson a pretender provar à U.E. que passa bem sem ela após o Brexit e daí a corrida para cortar a meta da produção e vacinação da maior parte da sua população, ao mesmo tempo que pode colocá-la no mercado numa espécie de louca corrida para provar que o barco dele navega muito melhor do que os dos seus competidores mais diretos?

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:01

SNS e Covid - Dois pontos de vista

por Manuel_AR, em 25.10.20

Pontos de vista2.png

Pode ser interessante comparar dois pontos de vista com características

diferentes sobre o mesmo tema

Pedro Adão Silva – Opinião

(Jornal Expresso 24 de outubro de 2020)

               A COVID COMO OPORTUNIDADE

 É conhecida a asserção de que as crises são oportunidades. É verdade, mas não no sentido usualmente dado. Esta pandemia não é exceção: está a ser uma oportunidade para acentuar desigualdades e desequilibrar relações económicas e de poder. Naturalmente, é na saúde que a tendência é mais visível.

O clamor público das corporações da saúde, lideradas pelos bastonários da Ordem dos Médicos, apelando a mudanças do SNS na resposta à pandemia, deve ser interpretado a esta luz.

O nosso sistema de saúde apresenta-nos uma história de equilíbrio. Pese embora a resistência desde sempre da Ordem dos Médicos (à imagem do que aconteceu em todos os países onde se discutiu a transição para um SNS), evoluímos para um sistema com predomínio da responsabilidade pública, alicerçado num serviço universal e gratuito, financiado por impostos, mas que coexiste com uma componente social (herdeira do papel centenário desempenhado pelas Misericórdias) e com um peso crescente do privado. Da mesma forma que são evidentes as virtudes e as complementaridades deste tripé (público, privado e social), não é possível deixar de refletir sobre a eficácia das respostas (nomea­damente nas desigualdades) e sobre a eficiência na gestão (onde o privado tem dado contributos importantes). Talvez o dado mais impressivo da singularidade nacional esteja no esforço das famílias portuguesas com despesas de saúde (quase 30% da despesa total), muito acima dos nossos parceiros europeus.

A pandemia não se pode transformar numa oportunidade para os privados se financiarem, depauperando o Serviço Nacional de Saúde

Neste quadro, o pior que podia acontecer era a covid transformar-se num pretexto para desequilibrar o sistema de saú­de, acentuando algumas das suas debilidades estruturais. Percebe-se bem o risco para o privado, decorrente de uma diminuição inevitável da procura, mas a pandemia não se pode transformar numa oportunidade para os privados se financiarem, depauperando o SNS.

A contratação de serviços aos privados corresponde, de facto, à retirada de recursos ao SNS. O que, aliás, já acontece em grande escala: no ano passado, o SNS contratou 1,4 mil milhões de euros em meios complementares de diagnóstico, terapêutica e cirurgias contratados ao privado e ao social. No atual contexto, este dilema tem contornos distintos. O privado não só não está vocacionado para responder à covid (praticamente não tem vagas UCI) como tem resistido a tratar doentes da pandemia (ao ponto de, no início, termos tido paradoxalmente um hospital privado a fechar por causa do vírus).

A sugestão de uma divisão de tarefas, com o SNS a tratar da pandemia e o privado a ficar com tudo o mais, é, no fundo, um pretexto para uma revanche política em torno de uma lei de bases, acabada de aprovar, e que é bastante equilibrada no papel que atribui às várias componentes do sistema. Se o privado quiser contribuir, liberte recursos humanos para trabalharem mais horas no SNS — que está, de facto, melhor equipado e tem mais capacidade para responder à pandemia.         

 

********************

Henrique Monteiro – Reflexões Virais

(Jornal Expresso 24 de outubro de 2020)

 EMPURRADA

A ministra Marta Temido sente-se empurrada para ‘os privados’ sempre que alguém da Ordem dos Médicos ou de outro organismo ligado à Saúde que lhe escapa ao controlo toma posição. A senhora ministra já poderia ter entendido que a boa parte das pessoas tanto lhe faz ser privado ou público (apenas lhe interessa quanto gasta num e noutro); já deveria ter entendido que plantar notícias em jornais com as verbas que paga a privados só tem sentido se disser quanto gasta com os públicos; só tem sentido se concordar em que muitos portugueses que, munidos de seguros de saúde privados, vão aos hospitais privados, não pagam menos IRS por isso e também contribuem para o SNS, mesmo que dele não usufruam. Ou seja, a ‘guerra’ entre privados e públicos não tem sentido nenhum. Sobretudo a meio de uma crise como a que vivemos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:36

Enfermeiros-greve.png

Durante esta crise pandémica a nível global, que é grave, à qual não escapámos para reduzir os seus efeitos acompanhámos dentro do possível as medidas de saúde pública que outros países iam tomando, no meio da desorientação que tinham e tínhamos face ao desconhecido, aguardando dias após dia o que a ciência ia divulgado sobre as evoluções e reações dos agente patogénico que a todos nos afetava. 

Os médicos, enfermeiros e auxiliares de saúde estiveram na primeira fase na frente da batalha contra o inimigo invisível que nos irá contaminando a todos por contágio de proximidade caso não tenhamos o discernimento necessário cauteloso que é devido, estão agora também na frente daquela que parece vir a ser a crise mais grave do que a primeira.

Os profissionais de saúde e especialmente os enfermeiros são os participantes ativos que estão na linha da frente em todos os serviços periféricos de apoio. Não lhes faltou vontade nem entraram em desespero apesar das contaminações que lhes couberam e dos riscos que correriam. Todos lhes louvámos e agradecemos o zelo e a dedicação pelo cumprimento do seu dever, um dever profissional que e chega à raia do sacrifício.

Pelo seu trabalho exaustivo, quer físico quer psicológico, a que são expostos diariamente médicos e enfermeiros teriam direito a mais, a muito mais, a que uma mera justiça obrigaria, para além do mero agradecimento.

Mas há o SINDEPOR - Sindicado Democrático dos Enfermeiros de Portugal, jovem sindicato formado em setembro de 2017, que, nesta fase crítica, lança uma greve de cinco dias, claramente oportunista, cujo objetivo é provocar o caos nos hospitais, como forma de pressão para as suas reivindicações, agravando as dificuldades que muitos deles já vão sentindo, colocando em risco os doentes que lá se encontram internados.

Já é por demais conhecido que um qualquer sindicato que tem na sua denominação a palavra “democrático” ou “independente” é um sindicato que sai fora do baralho e é controlado sabe-se lá por que ordem ideológica. Veja-se o caso da greve dos camionistas no verão de 2019 feita pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias, sindicato que surgiu naquela altura como que de geração espontânea e com uma direção constituída à pressa.

Na greve dos enfermeiros convocada pelo SINDEPOR até poderá estar na retaguarda a bastonário da ordem dos enfermeiros o que seria um déjà vu.  Isto não é mais do que uma especulação da minha parte porque não há, até ao momento, provas disso, mas é derivada por antecedentes que já se verificaram como as posições favoráveis da bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, para com uma anterior greve nos blocos operatórios.

Haveria que aguardar pela oportunidade e não fazer da crise sanitária um oportunismo que não é mais do que uma atitude para procurar aproveitar as circunstâncias pandémicas de manifesta gravidade para atingir objetivos mesmo que, para tal, tenha de sacrificar princípios éticos ou violar normas de conduta.

Ao contrário de milhares de outros trabalhadores, pequenos empresários e empresários em nome individual que ficaram sem trabalho, sujeitos a despedimento forçado devido ao encerramento, falta de recursos e falência das empresas onde trabalhavam que, para se manterem devido ao confinamento, estão agora sujeitos, para sobreviverem, ao regime do lay off. Os enfermeiros do Estado têm o seu ordenado e o posto de trabalho garantidos. O que mais pretende neste momento o dito sindicato?     

Não me venham dizer que no momento tão grave que estamos a atravessar, quando está em debate a aprovação do Orçamento de Estado para 2021, não há da parte daquele sindicato oportunismo para aproveitar algum descontentamento devido ao stress, cansaço por excesso de trabalho a que estão sujeitos os enfermeiros para os utilizar politicamente.

Senão vejamos: segundo o jornal Público o sindicato exige o descongelamento das progressões da carreira, a atribuição do subsídio de risco para todos os enfermeiros e, sendo “uma profissão de desgaste rápido”, a aposentação aos 57 anos.

O dirigente deste sindicato notou que os enfermeiros tinham grandes ambições em relação à nova carreira, a qual, defendeu, “acabou por ser uma falácia, porque foi uma imposição do Governo e não trouxe nada de novo”.

Carlos Ramalho o líder sindical realçou ainda que “a grande generalidade” dos enfermeiros que estão a ser contratados para o SNS ficam com “contratos de quatro meses”, considerando que “os contratos com termo não dão garantias nenhumas” aos profissionais. “A capacidade de resposta é muito limitada e os enfermeiros estão extremamente exaustos. Na primeira fase da pandemia, já foi complicado para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e para os enfermeiros e agora ainda está a ser mais complicado”, referiu o líder sindical.

Ninguém nega este facto que já referi anteriormente e não haverá quem não o reconheça a pressão a que os enfermeiros estão atualmente sujeitos devido às condições excecionais derivadas da covid-19, mas não são apenas eles.

Coloca-se a então questão: ENTÃO, É AGORA, NUM MOMENTO EM QUE MILHARES DE PORTUGUESES ESTÃO A SOFRER NOS HOSPITAIS, ALGUNS EM RISCO DE VIDA, O MOMENTO PARA FAZER REIVINDICAÇÕES? QUE ÉTICA É ESTA?

NÃO BRINQUEM CONNOSCO!!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:05

É tudo uma questão de opção

por Manuel_AR, em 21.10.20

covid19-liberdade.png

Em democracia e em situação de gravidade como aquela de pandemia em que vivemos que coloca em perigo a saúde e a vida de pessoas e quando é necessário tomar medidas mais drásticas de proteção da população surgem por aí uns nervositos com traumas, sabe-se lá de quê, ou porquê, a berrar em público: “Ai que Deus, ai que Deus, estão a querer limitar-nos as liberdades democráticas e a impor-nos regras de comportamento social! Vem aí o autoritarismo! Esses querem a desbunda mesmo que perigando a sua saúde e a de outros que os rodeiam mesmo sabendo que podem propagar surtos de infeção.

Ele são contra as máscaras, ele são contra a redução de grupos, eles são contra o fecho de bares e discotecas a partir de certas horas, (faltam-lhes os copos e shots), ele são contra a redução pessoas por grupo, eles são, enfim, eles são contra tudo quanto possa limitar os perigos de contágio alegando a liberdade democrática, que duvido saibam o que seja, o atentado das liberdades individuais, (reparem que utilizo o plural). Não mais do que alegações para se mantenha a continuidade do descomedimento ainda que, temporariamente, limitado.

Para os apoiar vêm uns senhores através da imprensa e do acesso que têm aos canais televisivos adornar argumentos baseados na constitucionalidade que não são mais do que retóricas para distração da perigosa realidade que vivemos, enquanto países como a França e  na Bélgica, Reino Unido, Irlanda, entre outros já as tomaram, como por exemplo o recolher obrigatório. Situações graves requerem situações drásticas embora se deva ter também em vista a mitigação de custos para a economia e o emprego.

Não sei se alguém já se deixa convencer pelas balelas proclamadas por essas almas que, em manobras de fachada se dizem ávidas das liberdades e de que a democracia pode estar em perigo.  Alguém se deixará convencer de que com o no nosso atual regime democrático e passado o perigo da pandemia as limitações continuarão a manter-se? Simplesmente ridículo! Essas almas que tanto se proclamam contra as medidas excecionais devem estar a pensar em alguns partidos que por aí andam, de quem são possivelmente simpatizantes, e que à primeira oportunidade, se deixarmos que a tenham para aceder ao poder, a limitam sem que para isso seja necessária qualquer pandemia. Para esses que estão preocupadíssimos com algumas restrições necessárias para salvaguarda da saúde pública e numa opção de escolha façamos a seguinte pergunta de retórica. Se estivesse em perigo a vossa vida devido a doença altamente contagiosa que os conduziria à morte o que escolheriam? Manterem-se expostos à doença mortal ou uma liberdade especificamente limitada, controlada e temporária para ajudar a combater a sua propagação.

Já sabemos a fuga à resposta: isso não tem nada a ver. Tem a ver porque é esse o caso e os números mostram esse mesmo risco que, podendo não ser mortal pode deixar, senão perdas de memória, dificuldades de linguagem e complicações psicomotoras. Problemas ainda por compreender perante a complexidade de um vírus que pode afetar a recuperação de, pelo menos, 20% dos pacientes  tais como “perda de memória, dificuldades de linguagem e problemas psicomotores, as alterações cognitivas ainda por explicar na covid-19”, de acordo com artigo investigação muito recente, 18 de outubro,  que pode consultar na fonte da informação ou aqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:25


Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.