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Universidades de verão ou em vão?

por Manuel_AR, em 28.08.13




Este mês de agosto tenho andado arredado da política nem sei bem porquê talvez desiludido com uma direita que nada resolveu, mas antes agravou os problemas que diz serem sempre e todos dos outros e de uma esquerda receosa de propostas e estacionada para ver em que param as modas.


Entretanto vários diplomas têm vindo a ser preparados enquanto os portugueses embriagados pelo sol e pelos banhos talvez como preparação para as banhadas que irão apanhar até final do ano vindas a todos o vapor por esta direita desgovernada por um primeiro-ministro também ele com os comandos desgovernados.


Veio agora o tempo das universidades de verão do PS e do PSD. Fantochadas que, sob o pretexto de aulas, não são mais do que meras propagandísticas partidárias, está bem de ver. O título de universidade de verão com que aqueles partidos resolveram pomposamente designar os seus comícios restritos que nada têm a ver com o trabalho isento e metodologicamente científico que se faz nas universidades. Dali nada sai como contributo válido para a resolução dos problemas do país e obviamente das pessoas que nele vivem. São meras lavagens inconsequentes que apenas servem para regar as cabeças dos que ainda têm paciência para tomar a injeção ideológica vinda especificamente de uma direita neoliberal que, desastrosamente, nos tem desgovernado e que servem apenas para comunicação social divulgar.


Quanto ao PCP e ao BE continuam com o seu já habitual discurso panfletário e comicieiro este, diga-se, mais do lado do BE na voz da sua cabeça feminina.


E assim vai a política nacional num final de verão com Portugal dominado por terroristas incendiários, que ceifaram várias vidas no combate às chamas e aos quais o Presidente República não ser referiu tal qual fossem gente sem a importância que lhe merecesse. Ninguém tem a coragem de investigar a fundo e de apontar o dedo aqueles terroristas incendiários, limitando-se as autoridades a prender os suspeitos do costume como sejam o bêbado do lugar, o idoso que se quer vingar do vizinho, o maluquinho da aldeia que sobe encostas íngremes de uma serra para lançar fogos em várias frentes coincidentemente na mesma área, e outros que tais.


Houve ainda o infeliz desaparecimento do Dr. Borges que lamentamos apesar de em nada concordarmos com o seu contributo com pontos de vista radicais que, enquanto conselheiro, muito ajudaram Passos Coelho a destruir o tecido social fazendo-nos aproximar a passos largos de alguns países do leste europeu para, segundo eles, podermos ser competitivos. O que não podemos esquecer é que, quando aí chegarmos, os investimentos por que tanto ansiamos partirão para outros locais ainda mais competitivos.

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publicado às 12:43

 



 


 


Fonte da imagem: http://www.opolvodanoticia.com/2012/06/antonio-borges-reducao-de-salarios.html




Não sei a quem se estava a dirigir António Borges na entrevista que concedeu à TSF no dia 5 de dezembro, se estava a dirigir-se a todos os portugueses ou se apenas a alguns. Eu incluo-me no grupo onde estão todos e, no que respeita à economia, apenas sei o que aprendi na universidade, mas o suficiente para perceber alguns dos senhores que falam de cátedra ou balbuciam sobre o tema.


Borges vem agora com o discurso da estabilização da economia, após ter chamado ignorantes aos empresários, o que foi aliás desvalorizado e desculpado por um comentador de televisão, dizendo que foi um desabafo e que é uma linguagem académica(?). Eu nunca tratei assim os meus alunos e desconheço que isso seja a linguagem corrente nas universidades, a não ser por algum professor mais inseguro a quem interesse atemorizar os alunos.  


Gostaria que fosse justificado com objetividade e em que dados se baseia António Borges para afirmar que o Governo já “fez o ajustamento da economia” ao ter posto o país a gastar o mesmo que produzia". Portanto, com o gastar menos ajusta-se a economia.


E mais afirma que “fez o ajustamento da economia”, que se encontrava “extraordinariamente desequilibrada”, e a “mentalidade de gastar excessivamente acabou”. Isto é, mudam-se as mentalidades e, as economias ajustam-se. Fantástico! E eu que pensava que era tudo mais difícil.


A conversa de António Borges não nos trouxe nada de novo dado que é a mensagem que o Governo e os seus apoiantes têm vindo a fazer passar. Mais ainda, afinal não é possível distinguir uma “luz ao fundo do túnel”. Porém, mostra-se convencido (ou quer convencer-nos) de que haverá um desfecho análogo ao da crise que o país viveu entre 1983 e 1985. “Custou. Foram dois anos difíceis e depois tivemos um período de crescimento muito forte”.


Esperem lá portugueses porque, daqui a mais dois anos, ano de eleições, vão ver que vamos ter crescimento muito forte e, então, o vosso cinto da austeridade vai ser alargado. Eu, como português entre tantos, poderia pensar assim. Mas não, não penso!


Como em macroeconomia se deve trabalhar com conceitos bem explícitos e não com base em impressões, convicções, fé ou outras coisas, gostaria que António Borges explicitasse primeiro o que entende por estabilização da economia. Se para ele, pôr um país a gastar menos e e a mudar mentalidades é estabilizar a economia penso que é muito redutor. Será que, para ele, da estabilização da economia também fazem parte as falências e o desemprego?


Por outro lado, em que modelo e indicadores macroeconómicos se baseou para debitar aqueles juízos apriorísticos. O que ele diz também qualquer comentador ou analista político próximo do Governo o pode dizer, através de perceções enviesadas.


Após ter ouvido António Borges debitar o que me parecem serem banalidades, por aqui me fico porque tenho que ir rever tudo o que aprendi sobre economia.

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publicado às 19:02

 



 


 


 


Hoje o sr. António Borges, segundo o Diário de Notícias Economia, acusou os empresários, eu diria ofendeu, ao chamar-lhes “ignorantes” . Não sr. Borges, não somos contra o capital nem contra o trabalho, porque ambos são coisas boas. Não se trata de ter medo de perder o poder de compra nem da austeridade. Para si o trabalho é que é coisa má, e o capital é bom. Ignorante é o senhor que não sabe que ambos se complementam e têm ambos uma função social. A si é-lhe conveniente ofender e ir buscar fantasmas como o do marxismo que, com afirmações como as suas, só o faz avivar ainda mais. O que o sr. defende é que as empresas  sejam financiada pelo trabalho sem quaisquer contrapartidas motivadoras para este. Para si só as empresas é que devem ter vantagens. A competitividade está em ambos que têm que ser motivados. Talvez fosse melhor desamparar-nos a loja, o que sempre seria menos uma despesa inútil o estarmos a sustentá-lo com o ordenado que lhe está a ser pago pelos contribuintes. Caro senhor, vá pregar para outra freguesia e deixe de ofender quem cria postos de trabalho neste país, coisa para o qual o sr., com certeza, nunca contribuiu investindo no país o seu capital. Emigre e faça o favor de nos deixar em paz.


Veja reacções em Jornal de Notícias.

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publicado às 16:45


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