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Há pessoas que na ânsia de mostrar competência e conquistar visibilidade no “emprego novo” acabam por ser arrogantes e até querem mostrar “serviço” àqueles com mais experiência e tempo. 


Joacine Katar Moreira anda deslumbrada, fogosa, arrogante, desvairada até, com o seu estatuto de deputada. Julga-se com a capacidade para mudar Portugal e os portugueses e, por que não, o mundo.


A arrogância de Joacine Katar esconde o medo de rejeição. Sente-se dona de um pedaço que lhe foi concedido pelo voto e por quem a propôs como cabeça de lista e, por isso, ela dizer que “não sou descartável”. É uma forma de proteção para as dificuldades que ela sabe que terá de enfrentar no novo mundo e ambiente de trabalho. A sua arrogância pode ser uma tática para disfarçar fragilidades, inseguranças, dificuldades e até baixa autoestima. Este tipo de pessoa torna-se até de difícil convivência.


Joacine Katar tem a visibilidade que nunca teve e quer agora tê-la à custa da política, à custa da sua rebelião contra preconceitos. Talvez para dar nas vistas pelo ridículo, e não por ser contra falsos preconceitos, o assessor com saias mais parece uma estrela do burlesco que passou a frequentar o Parlamento. Mas o Parlamento não é nem pode ser um espetáculo de burlesco.


Desde o 25 de Abril nunca assistimos a uma tal situação. Katar ofende o Parlamento e ofende todos os que lá representam os portugueses defendendo apenas a política da identidade que é, para ela, apenas uma maneira de fazer política. O que ela defende deve inserir-se num contexto mais global e Katar que fazer apenas disso a sua bandeira pessoal como se os problemas de ser negra e ser mulher se resumissem apenas, e só, a isso. Como se eleger uma mulher negra resolvesse os problemas dos negros nas periferias de Lisboa.


Katar Moreira não gosta que a sua gaguez seja tema. Mas é. Ridículo é também ser destacado um GNR para a proteger de perguntas dos jornalistas. O que receia Joacir? A justificação é “decretada” pelo seu assessor de saias Rafael Esteves Martins: “Parece-me ocioso explicar que não há propriamente uma normatividade daquilo que se faz. Há culturas de trabalho, e a cultura de trabalho da senhora deputada é uma cultura de descanso no sentido intelectual do termo, ou seja, sem interrupções.” Afirmação que mais parece tirada dum manual de frases da impercetibilidade política. O desvario de Katar Moreira e do seu assessor é tal que parecem não perceber onde começa e termina o bom senso. 

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publicado às 19:33



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