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Prejudicados, isolados, mas satisfeitos

por Manuel_AR, em 18.06.13

 



 




Numa população sujeita a determinada política de governação cada elemento centra-se, enquanto cidadão, nos seus interesses individuais, concordando ou discordando de medidas que, politicamente, os possam lesar, ou satisfazer. O somatório de cada um daqueles interesses individuais gera coletivos maiores ou menores aglutinadores de descontentamento ou de satisfação.


Explicando melhor: O sujeito A é prejudicado em X e o sujeito B é beneficiado em Y por determinadas medidas que foram tomadas. O conjunto de todos os sujeitos do tipo A prejudicados com medida X e o conjunto de todos os sujeitos do tipo B beneficiados com a medida Y, embora cada um deles pense individualmente, passam a pertencer a um grupo, ainda que não tenham uma consciência e uma perceção imediatas daquela pertença. Isto é, não há consciência de pertença a uma classe social ou grupo específico. É este um dos motivos que conduz à indiferença e à não participação em protestos ou quaisquer eventos, mesmo que venham de encontro à defesa dos seus interesses.  


Tendo em vista este raciocínio, cada elemento de um conjunto (por exemplo grupo social) ainda que prejudicados por medidas que tenham sido tomadas contra os seus interesses ao elegerem, por meio de voto secreto, uma pessoa ou um partido que os lesou nos seus interesses e direitos básicos, justificados por causas várias, autoflagela-se política e ideologicamente ao manter-se fiel a opções que, na maior parte das vezes, contrariam a sua própria vivência quotidiana.

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publicado às 19:34



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