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Seja o que for decidido, Paulo Portas e o seu partido


estão no Governo e, como tal, estão veiculados às medidas


que irão, com certeza, ser aprovadas é, por isso, tão responsável


como os seu parceiro de coligação


 


A declaração de ontem de Paulo Portes foi um ensaio sobre a cegueira do governo e dele próprio. Mais pareceu uma apresentação lida de uma comunicação académica. A maior parte dos trinta minutos que durou a declaração foi passada na contextualização da situação financeira do país o que todos já estão fartos de ouvir e que não trouxe nada de novo.


Foi ainda uma tentativa de capturar votos, eventualmente perdidos, de alguns dos três milhões de reformados e aposentados. Fez os possíveis mas não conseguiu. Pressiona mas aceitou.  Diz que se opôs ao novo imposto sobre as reformas, dizendo que não concorda com a contribuição de sustentabilidade, denominada TSU das reformas mas garantiu que vai bater-se junto da “troika” para que não seja adotada, o que, só por si nada garante.


Ora, sabe-se que pode bater-se até à exaustão mas, também sabe que pode perder essa batalha, o que será o mais certo, ou então o que o primeiro-ministro propôs não passa de balelas.


Claro que deixou em aberto a hipótese de falhanço da tentativa de retirar o novo imposto sobre as reformas. Se falhar a culpa não seria dele seria de que não aceitou. Engana-se, porque a tentativa de desculpabilização não tem qualquer credibilidade. Seja o que for decidido Paulo Portas e o seu partido estão no Governo e, como tal, estão veiculados às medidas que irão, com certeza, ser aprovadas e, como tal, é tão responsável como os seu parceiro de coligação.


O apego ao poder é tal que Paulo Portas, declarando este domingo que a aplicação de uma sobretaxa aos pensionistas constitui uma linha vermelha para o CDS, não descola. 

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publicado às 18:11


1 comentário

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De Zé da Burra o Alentejano a 07.05.2013 às 11:35

Ainda bem que saí a tempo da função pública - Ainda bem que me reformei há quase 3 anos, já saltei a "barreira" e agora na condição de aposentado, já tenho mais gente que me defenda para além do PCP e do Bloco de Esquerda. Agora já posso contar com o PS e com o CDS para me defenderem também para me segurarem o mais possível o valor da pensão que recebo. Mesmo assim ela já foi reduzida: fazem-me pagar para a ADSE; aumentaram-me o IRS e também me cortaram nos subsídios.
Mas os que ficaram e que não aproveitaram para sair da função pública, embora já estivessem em condições de o fazer, estão a ficar pior de ano para ano, "they are all fucked" (tradução: eles estão todos lixados), porque já pagaram bastante, continuarão a pagar e qualquer dia até acabam com as aposentações antecipadas e vão ter que ficar no seu posto de trabalho até aos 66, 67, quiçá até aos 70 anos se lá chegarem, apesar de "haver funcionários públicos a mais", conforme dizem os nossos políticos há muitos anos. E por doença, só saem se ficarem com diagnóstico de morte a curto prazo ou acamados e mesmo assim, muitos deles terão que ir a Juntas Médicas em local que lhes será indicado. Alguns deles (os que não tiverem apoio familiar) irão morrer em casa abandonados sem conseguirem receber a pensão a que têm direito e para a qual descontaram, porque já não podem tratar da aposentação e o Estado não os vai procurar. Se for proprietário da casa que habita, passados 13 ou mais anos as Finanças deverão mandar um funcionário a sua casa, a fim de saberem porque não pagou o IMI (aconteceu recentemente um caso destes).
Zé da Burra o Alentejano

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