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Desconheço quem batizou de "Troika" as instituições internacionais Comissão Europeia, FMI e Banco Central Europeu que estão a intervir em Portugal. Designação que lembra nomes que se utilizavam no tempo da ex-União Soviética. Também houve quem, inicialmente, tentasse atribuir-lhe o nome de triunvirato, o que fazia recordar os tempos do Império Romano.


Temos que ir para além da  "Troika", afirmou várias vezes e publicamente o primeio ministro Passos Coelho. Ao tentarmos aprofundar e refletir sobre esta afirmação assombra-nos uma dúvida: como é que o governo podendo ir para além da "Troika" teve necessidade de pedir ajuda?


Para ele, Passos Coeho, a explicação será simples, não foi ele que pediu a intervenção da "Troika", foi o governo que o antecedeu. Em qualquer circunstância governativa, a culpa é sempre do seu antecessor desde que não tenha sido da mesma família política.


Porque é que o PSD, que participou no acordo, não sugeriu na altura devida que o memorando fosse ainda mais além e o fez após ter ganho as eleições? A explicação viria celere. Porque se desconheciam os "buracos" escondidos!


Por quê ir mais além do que as medidas impostas após a asinatura do memorando edepois das eleições? Terão sido omitidas informações à "Troika" ou será que Passos Coelho estaria já a prever a necessidade de um segundo programa de ajustamento económico e resolveu precaver-se?


O Vice-Presidente do BCE Vitor Constâncio, premiado com esta função pela sua incompetência quando esteve no Banco de Portugal, (recordar casos BPP e BPN), segundo a RTP Notícias, não descartou a possibilidade de Portugal vir a precisar de um segundo programa de ajustamento económico, em declarações aos jornalistas portugueses em Copenhaga,  no final de dois dias de trabalho dos ministros das Finanças da União Europeia e de outros intervenientes no setor financeiro europeu.


A intervenção da "Troika" deveu-se à necessidade de financiamento para o Estado poder cumprir as suas obrigações, porque como tem vindo a ser veiculado pelo governo e pelos partidos que o apoiam, as famílias e as empresas foram gastadoras e não pouparam, e o estado social foi e é um problema! Mas quem sempre nos governou e governa utilizou(a) o Estado, através dos nossos impostos, para gastar o que tinha e o que não tinha e não apenas com a manutenção do estado social.


A "Troika" veio a Portugal ensinar a governar e as aulas de formação costumam ser muito bem pagas!   

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publicado às 13:40



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