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Os três cruzados

por Manuel_AR, em 13.02.15

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O artigo de opinião intitulado Os Cruzados que Domingos Lopes escreveu no jornal Público é uma narrativa que confirma o estado de negação em que o governo germanista de Passos Coelho e o Presidente da República têm mostrado perante os portugueses.


O que Domingos Lopes escreveu levou-me a pensar retrospetivamente e a escrever as ideias por outras palavras elencando uma série de mentiras que Passos Coelho e Paulo Portas têm feito passar.  


Numa visão paternalista e ditatorial Passos e o seu Governo resolveram cuidar dos portugueses gastadores, "domesticá-los", empobrecendo-o como forma de denominação que os tem levado à indiferença.


Para o Governo e a maioria que o apoia os portugueses são em síntese:


Esbanjadores.


Cidadãos piegas.


Vivem à custa do Estado Social.


Têm que sair da sua zona de conforto.


Os que trabalham e tem os seus empregos têm que desocupar os seus postos para os dar aos jovens.


Há que fazer a mudança diziam os porta-vozes do Governo de Passos Coelho.


Se já não o dizem é porque estão em campanha eleitoral.


Se ganharem veremos o que vai acontecer.


Assim, laçaram-se numa "cruzada" contra a maioria da população que vivia, como diziam, acima das suas possibilidades, deixando de fora os responsáveis pelo sistema financeiro.


Os grandes causadores eram os que viviam dos seus salários e gastavam tudo o que tinham e não tinham. Mas os gestores bancários de instituições como o BPP, BCP, BES e BPN aconselhavam os que viviam dos seus vencimentos e tinham pequenas poupanças e rendimentos (prova-se aqui que, afinal, nem sempre gastavam tudo o que tinham e não tinham) a confiar e aplicar o dinheiro naquelas instituições, sabe-se hoje serem ativos tóxicos. Mas os administradores daquelas instituições e outros como o compincha e ex-conselheiro de estado de Cavaco Silva Dias Loureiro continuam a passear-se por aí, todos eles vivendo como nababos a gastar o dinheiro dos que viviam acima das suas possibilidades.


Apontando a crise causadora a governos anteriores, que não os deles, apagando o tempo em que Cavaco Silva foi primeiro-ministro e que, para receber fundos europeus, decidiu dar cabo do que restava da indústria e da agricultura, antros que alimentavam os perigosos sindicatos comunistas, lançam-se de espada em riste confiscando salários e tudo para bem dos prevaricadores.


O íncola de Belém, nome interessante aplicado por Domingos Lopes a Cavaco Silva, juntou-se afincadamente à trupe governativa acolitados por comentadores com a trombeta do Governo que propagandeiam ardilosamente sucessos da governação negando e ocultando o que as evidências do dia-a-dia mostram. É aqui que entra o estado de negação desta gente. Recordemos então:



As verdades feitas



O estado de negação



O país está bem e o SNS está melhor do que estava.



A gripe sazonal de inverno, mais que esperada, fez parar as urgências dos hospitais.


Alguns portugueses morreram ao fim de horas sem serem atendidos.


Os responsáveis hospitalares confiscam as macas aos bombeiros para os doentes não se espalharem no chão daqueles estabelecimentos.



Passos Coelho e seus acólitos apregoam o seu contentamento pelo novo estado do país.



Uma em cada três crianças está no limiar da pobreza…



 


Estão satisfeitos porque o país merece o crédito dos credores.



 


Não há vacinas para a tuberculose…


a dívida passou de 97% para 135% do PIB.


 



Com ar de muita credibilidade tentam demonstrar que não querem que os portugueses paguem os prejuízos da TAP e querem vendê-la aos privados que sabem gerir.



O que aconteceu com os bancos nacionais e internacionais. Estes privados não se sabe quem são, não têm rosto… deitaram a baixo bancos e empresas com proveito próprio o que mostra uma boa gestão.



Mostram um emblema da bandeira na lapela imitando os Estados Unidos da América.



Traem Portugal e mentem aos portugueses sempre que podem e castigam com a austeridade apenas para alguns porque, como diz o acólito do governo e inquilino de Belém, o tempo, não está para facilidades… Para alguns diga-se.



Anunciam reformas laborais de sucessos para bem da competividade e do investimento e para a estimulo da criação de postos de trabalho.  



O objetivo encaminha-se para acabar com o Código de Trabalho e deixar o mercado regular as relações entre o empregador e o empregado… a bem da concorrência.


Mas o desemprego estrutural e de longa duração aumentam.



Anunciam políticas (neoliberais) para deixar o mercado funcionar e austeridade para criar riqueza.



Resultou na devastação do tecido produtivo português e as condições de vida dos portugueses.



Elogiam um Estado mínimo sem gorduras.  



Deram golpes profundos no Estado Social e no Estado de Direito para construir uma sociedade em roda livre, à larga e sem leis para que os donos disto tudo investissem.


Não resultou nem em investimento nem na criação de postos de trabalho.


Vejam-se os casos BPN e BES como resultaram em investimento produtivo


Criaram empregos no Estado para amigos e famílias.


.



Domingos Lopes termina escrevendo: "São estes os novos cruzados: gente que não gosta dos portugueses e que vive a pensar em como pode engrandecer os donos do dinheiro para os fazer enriquecer e simultaneamente empobrecer o país."

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publicado às 12:19



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