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O repositório do PSD e os antigos falantes

03.03.24 | Manuel_AR

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Os falantes da oposição de direita do PSD/AD para criticarem o Partido Socialista, seu opositor mais direto, dizem que estão sempre a falar do passado do Governos Passos Coelho durante o período da troica. Pois é! Não gostam que se recordem esses tempos dos cortes de pensões, de salários e aumentos de impostos e outros malefícios que advieram do “ir além da troica”.

Nesta campanha Luís Montenegro seguindo o modelo tem andado a retirar do repositório do partido e a chamar para a sua campanha alguns nomes de má memória. Já tinha siso Passos Coelho, agora Durão Barroso é chamado para o encontro. Este, sem mais, como seria de esperar lá falou também do passado para tentar “limpar” a imagem de austeridade do Governo de Passos Coelho e da austeridade e tira da cartola o “coelho” que é a “questão da troika”. Claro, lá voltou a dizer que “Quem pôs Portugal na bancarrota foi o Governo PS” acrescentando que “Não temos de pedir desculpa por esse período, temos que ter orgulho por aquilo que fizemos com sentido patriótico para salvar Portugal”. As palavras como “sentido patriótico” e “salvar Portugal” que pareceram ter sido retiradas dum discurso dum partido populista pró-fascista.

Durão Barroso fez ainda mais, ajudou Luís Montenegro a limpar-se das polémicas declarações do candidato de Santarém sobre as alterações climáticas que pareciam, (ou serão) dum negacionista convicto quando Eduardo Oliveira e Sousa, antigo presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), considerou que Portugal tem perdido investimento por “falsas razões climáticas” e avisou que há agricultores que já falam em organizar milícias armadas perante “os roubos nos campos”.

Luís Montenegro já se tinha colocado antes ao lado do candidato por Santarém do ataque a que foi sujeito por todos os partidos por causa daquelas declarações sobre as alterações climáticas. Para Luís Montenegro, Eduardo Oliveira e Sousa só fez alertas e admite que “há zonas de fanatismo ambiental” que têm frustrado projetos de investimento. Mas onde raio ficam essas zonas de fanatismo ambiental?

Ana Sá Lopes escreveu no Público que “Quanto ao “ajuda” Eduardo Oliveira e Sousa, cabeça de lista da AD por Santarém, que veio questionar a crise climática, quando criticou a proibição de “novas plantações às cegas baseada em ideologias de extrema-esquerda, iludindo as pessoas com falsas razões de ordem climática”, e que anunciou aos portugueses que os agricultores estão prontos a “organizar-se em milícias” contra os roubos do cobre, a ajuda foi fabulosa. Tivesse isto acontecido na campanha do PS e o país político tinha ido abaixo”.

Só faltava agora na procura de oportunidades de protagonismos políticos Santana Lopes que, em janeiro de 2021, quatro meses após ter abandonado a presidência da Aliança, rompeu definitivamente com o partido que fundou em 2018, depois de 22 anos de militância no PSD. Santana e a Aliança deixaram de “viver juntos”
depois de 22 anos de militância no PSD, a sua casa de sempre, como o próprio escreveu numa carta que dirigiu na altura aos militantes na qual explicava que ele e o PSD deixavam de “viver juntos”. O primeiro passo de afastamento da Aliança aconteceu em junho, altura em que abandonou as funções executivas que tinha no partido.

Este baloiçante partidário regressou a tempos passados para contrabalançar com o PS quando este se refere ao passado do governo de Passos Coelho que colocou as pessoas de tanga com cortes e mais cortes e aconselhou jovens e professores a emigrar.

Na Figueira da Foz onde Santana Lopes esperou por Montenegro apontou baterias ao PS. “Nenhum dos antigos líderes do PSD ou do CDS fugiu a dizer que vinha aí o pântano, nem nenhum pediu intervenção externa, nem nenhum se demitiu por peripécias passadas no seu gabinete”, referia-se aos antigos chefes de governo socialista António Guterres e José Sócrates. Santana Lopes esqueceu-se de agradecer a Durão Barroso por ter optado por abandonar o governo de Portugal e o ter designado seu sucessor e o ter elevado a primeiro-ministro que tornou Portugal num autêntico circo de barraca.