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O povo, mesmo em democracia parlamentar, tem mais poder do que se julga. Existem várias formas de pressão e de mostrar o descontentamento popular para além das manifestações pacíficas em massa, das revoluções, como forma de insurreição, e da revolta, enquanto sublevação, estas duas últimas normalmente utilizadas em casos extremos.


Uma outra forma de pressão para mostrar o descontentamento popular e mais eficaz em contexto como aquele que se vive atualmente é o chamado boicote. O boicote pode ser considerado como um ato cívico de recusa de relações por razões económicas ou sociopolíticas com um individuo, grupo de pessoas, empresa, organização ou país como forma de protesto.


Nos Estados Unidos da América a utilização desta prática é comum, nomeadamente pelas donas de casa, contra determinados grupos económicos de venda a retalho, banco, etc.. Veja-se o que seria, durante vários dias, semanas ou meses, o boicote a um ou vários produtos ou serviços por descontentamento com a qualidade, preço ou quaisquer outros motivos.


Há sempre opções para substituição optando, temporariamente, por outros produtos ou locais de venda como o pequeno comércio ou outros bancos


Vem tudo isto a propósito da colagem que o terceiro empresário mais rico de Portugal que detém os Hipermercados Continente e Worten faz a Passos Coelho e ao Governo ao afirmar:


"Diz-se que não se devem ter economias baseadas em mão-de-obra barata. Não sei por que não. Porque se não for a mão-de-obra barata, não há emprego para ninguém".


Esta afirmação contraria o que sindicatos e organizações empresariais têm vindo a afirmar. Compreende-se que seja um dos homens mais ricos de Portugal acumulando riqueza com o trabalho e com a exploração dos seus fornecedores.


Sou cliente mais ou menos assíduo do Continente e embora a declaração de Belmiro de Azevedo não me afete pessoalmente, a partir de hoje, não irei comprar mais naquelas superfícies comerciais.


O boicote com razão, seja ao que for, quando tem um apoio coletivo, tem muito mais força do que uma manifestação pontual mesmo que congregue muita gente.


O que se diz para o comércio é aplicado à banca ou a qualquer outro serviço público ou privado. Imagine-se, por exemplo, um boicote a tudo o que fosse de origem alemã.


É preciso que as populações se apercebam que têm um poder nas mãos. 


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publicado às 18:15



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