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Estes partidos que nos governam

por Manuel_AR, em 16.03.13


Reprodução: Agência Brasil




 


O que mudou no PSD nos últimos 20 anos que o conduziu a um programa e a políticas que nada têm a ver com a sua matriz ideológica que foi proposta aos portugueses e que nele acreditaram e votaram? A proposta do antigo PSD de um País, um Governo, um Presidente nada tinham a ver com esta falsidade que estes senhores criaram destruindo parte da base do apoio eleitoral do partido.


 


Tendo em conta afirmações de alguns “sujeitos”, há muito infiltrados no PSD que têm publicamente defendido posições políticas neoliberais radicais, podem colocar-se várias hipóteses explicativas e possíveis para a mudança de rumo do autêntico PSD. A que mais se poderá adequar é a de que, no PSD, se encontravam latentes, em alguns dos seus militantes mais antigos, ideias neoliberais radicais que foram catalisadas por outros militantes mais jovens, alguns oriundos da JSD, a quem foram impingidas teorias neoliberais radicais com uma visão distorcida da realidade portuguesa e absorvidas sem qualquer espírito crítico a serem aplicadas num curtíssimo espaço de tempo isto é, se possível numa legislatura de tal modo a impossibilidade de retrocesso, dificultando assim no futuro a governação por outras áreas ideológicas, nomeadamente do Partido Socialista, enquanto parido de alternância.


 


Em “posts” anteriores já associei a política de Passos Coelho àquela que Margarete Tatcher adotou para pôr em prática no Reino Unido nos anos oitenta do século passado que conduziram o país a um desastre social do qual, ao fim de todos estes anos, ainda não se libertou. Temos que ter em conta que, nos anos oitenta, aquelas políticas foram um fracasso apesar de os contextos e as condições políticas internacionais serem mais favoráveis.


 


Desconheço se Passos Coelho tem alguma noção histórica do que foram esses tempos, pois teria apenas uns vinte e poucos anos e se alguma vez se interessou por saber. Tendo em conta alguns economistas da sua área política que dizem que a história não serve para nada, é natural que não saiba. O certo é que ele e os seus protegidos do Governo (resta saber quem protege quem) pondo acima de tudo as ideologias politicas e económicas que professam, estão a conduzir Portugal para um caminho que, a continuar assim, será pior do que o da Grécia. Apenas com uma diferença, é que as políticas seguidas estão a ser implementadas com alguns adiamentos para que estertor não seja tão rápido. O receituário é o mesmo da Grécia, o que difere é apenas a posologia da medicação que passa a ser mais espaçada para que o doente sinta mais tarde os efeitos colaterais da morte.


 


O que é preocupante é que possam ainda existir portugueses que, de boa-fé, ao tencionarem votar no PSD, acham que estão a votar num partido em que acreditavam e que vai resolver os problemas para o desenvolvimento do país. Desenganem-se porque o tempo desse partido já lá vai! Proponho, assim, a mudança do nome de PSD para PUP-Partido Ultraliberal de Portugal para quem ainda tencione votar neste partido.




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publicado às 15:28



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