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É tudo uma questão de opção

por Manuel_AR, em 21.10.20

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Em democracia e em situação de gravidade como aquela de pandemia em que vivemos que coloca em perigo a saúde e a vida de pessoas e quando é necessário tomar medidas mais drásticas de proteção da população surgem por aí uns nervositos com traumas, sabe-se lá de quê, ou porquê, a berrar em público: “Ai que Deus, ai que Deus, estão a querer limitar-nos as liberdades democráticas e a impor-nos regras de comportamento social! Vem aí o autoritarismo! Esses querem a desbunda mesmo que perigando a sua saúde e a de outros que os rodeiam mesmo sabendo que podem propagar surtos de infeção.

Ele são contra as máscaras, ele são contra a redução de grupos, eles são contra o fecho de bares e discotecas a partir de certas horas, (faltam-lhes os copos e shots), ele são contra a redução pessoas por grupo, eles são, enfim, eles são contra tudo quanto possa limitar os perigos de contágio alegando a liberdade democrática, que duvido saibam o que seja, o atentado das liberdades individuais, (reparem que utilizo o plural). Não mais do que alegações para se mantenha a continuidade do descomedimento ainda que, temporariamente, limitado.

Para os apoiar vêm uns senhores através da imprensa e do acesso que têm aos canais televisivos adornar argumentos baseados na constitucionalidade que não são mais do que retóricas para distração da perigosa realidade que vivemos, enquanto países como a França e  na Bélgica, Reino Unido, Irlanda, entre outros já as tomaram, como por exemplo o recolher obrigatório. Situações graves requerem situações drásticas embora se deva ter também em vista a mitigação de custos para a economia e o emprego.

Não sei se alguém já se deixa convencer pelas balelas proclamadas por essas almas que, em manobras de fachada se dizem ávidas das liberdades e de que a democracia pode estar em perigo.  Alguém se deixará convencer de que com o no nosso atual regime democrático e passado o perigo da pandemia as limitações continuarão a manter-se? Simplesmente ridículo! Essas almas que tanto se proclamam contra as medidas excecionais devem estar a pensar em alguns partidos que por aí andam, de quem são possivelmente simpatizantes, e que à primeira oportunidade, se deixarmos que a tenham para aceder ao poder, a limitam sem que para isso seja necessária qualquer pandemia. Para esses que estão preocupadíssimos com algumas restrições necessárias para salvaguarda da saúde pública e numa opção de escolha façamos a seguinte pergunta de retórica. Se estivesse em perigo a vossa vida devido a doença altamente contagiosa que os conduziria à morte o que escolheriam? Manterem-se expostos à doença mortal ou uma liberdade especificamente limitada, controlada e temporária para ajudar a combater a sua propagação.

Já sabemos a fuga à resposta: isso não tem nada a ver. Tem a ver porque é esse o caso e os números mostram esse mesmo risco que, podendo não ser mortal pode deixar, senão perdas de memória, dificuldades de linguagem e complicações psicomotoras. Problemas ainda por compreender perante a complexidade de um vírus que pode afetar a recuperação de, pelo menos, 20% dos pacientes  tais como “perda de memória, dificuldades de linguagem e problemas psicomotores, as alterações cognitivas ainda por explicar na covid-19”, de acordo com artigo investigação muito recente, 18 de outubro,  que pode consultar na fonte da informação ou aqui.

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publicado às 14:25


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