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A Propósito de Quase Tudo: opiniões, factos, política, sociedade, comunicação

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Dignidade e elevação, mas, porém, todavia, contudo

04.12.23 | Manuel_AR

Cavaco e despesa pública.png

Mas, por outro lado, Cavaco parece sugerir, inclusive, que nas pensões e nas áreas sociais e para causar ainda mais dificuldades do aquelas que aponta quando escreve que “o processo legislativo orçamental vigente é, ele próprio, fonte de desperdício e bastante prejudicial à eficácia da política orçamental na prossecução dos seus verdadeiros objetivos e proceda à sua reforma".

Eis o antigo e acabado ex-Presidente Cavaco Silva ao surgir na ribalta da política terá subjacente a sua ânsia de vingança contra o Partido Socialista e, sobretudo, contra António Costa a quem nunca perdoou ter conseguido um acordo entre com as esquerdas BE e PCP que lhe retirou a hipótese da governação PaF (PDS-CDS).

Cavaco Silva teria afirmado em tempo que iria afastar-se da vida política após o fim do seu mandato. O ex-presidente da República não teria intenção de intervir ou comentar os assuntos nacionais, preferindo dedicar-se à sua família e aos seus projetos pessoais. Mas, aqui está ele de novo a fazer propaganda partidária, desta vez não se abstendo de dizer asneira, o que vem contrariar a sua convicção profunda de “nunca me engano e raramente tenho dúvidas”.

Eis que escreveu um artigo de opinião no jornal Público, (será que haveria outros jornais que o teriam aceitado?), é possível que sim, mas ficamos sem saber. Mas uma coisa ficámos a saber desse douto economista que faz afirmações que pasmam mesmo quem não percebe nada de economia.

Então não foi que o ex-Presidente escreveu no artigo que “as 'contas certas' foram a armadilha que o governo socialista montou para, com sucesso, desviar a atenção dos órgãos de comunicação social e dos analistas e cronistas políticos dos graves problemas do país, que são da sua inteira responsabilidade, e condicionar a atitude dos agentes do espaço político em relação ao debate do Orçamento”.

Portanto, as contas públicas certas são uma “armadilha”. Será só para as do Governo que cessou funções ou será também uma armadilha para todos os que lhe sucederem?

Isto são teses de um Prof. de Economia?

Isto é o mesmo se qualquer um de nós pensasse que, quando tenta acertar as contas lá de casa, isto é, fazer com que o orçamento doméstico não fique desequilibrado é apenas para desviar as atenções dos vizinhos e dos credores?

Então, reduzir ou eliminar o déficit público são manobras para enganar os outros!  Podemos então colocar algumas hipóteses sob a forma de perguntas, como por exemplo:

  1. Se o PSD ou qualquer combinação de direitas for Governo e se optarem por ter políticas orçamentais de contas certas, estarão também, como diz o douto Prof. Cavaco, a “desviar a atenção dos órgãos de comunicação social e dos analistas e cronistas políticos dos graves problemas do país” e da sua incompetência?
  2. Se não tiverem políticas orçamentais com déficits e sem contas certas, estarão na mesma, nesse caso, a desviar as atenções dos tais “órgãos de comunicação social e dos analistas e cronistas políticos” da sua incompetência porque passarão a falar apenas do déficit excessivo para desviar as atenções da sua competência?

Deve ser esta a hipótese de Cavo Silva quando escreve que “espera agora que o Governo saído das eleições antecipadas coloque o saldo orçamental no seu devido lugar.”, isto é, passarmos a ter déficits?

Mas, por outro lado, Cavaco parece sugerir, que nas pensões e nas áreas sociais se causem ainda mais dificuldades do aquelas que aponta porque escreveu que “o processo legislativo orçamental vigente é, ele próprio, fonte de desperdício e bastante prejudicial à eficácia da política orçamental na prossecução dos seus verdadeiros objetivos e proceder à sua reforma".

O disparate do Ex-Presidente Cavaco chegou à meta e passou em primeiro lugar.

Vamos rever a gora a sua política no passado.