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As voltas e baldrocas que o Governo, leia-se DGS e o primeiro-ministro António Costa já deram em relação aos comportamentos que os portugueses devem ter para debelar a pandemia local quase que dariam um dicionário das alternativas do que se não deve fazer para controlar os surtos da covid-19.

O que se diz hoje já não se diz amanhã. O que se disse ontem e o que se dirá depois de amanhã já não serve. O que se disse e fez hoje era o que se deveria ter dito e feito tempos antes. Reconhecem-se as dificuldades do que é gerir uma crise como esta que atravessamos, mas há que ter uma certa cautela nas comunicações que são feitas aos país sobretudo as de António Costa que, juntamente com a DGS, parecem estar a correr atrás dos prejuízo por não terem jogado na antecipação para os conter e controlar.

Esta desorientação mostra algum descontrole que parece ser devido ao cansaço e à saturação que esta crise está a causar-nos a todos e também ao Governo. Este terá forçosamente de encarar as medidas com soluções bem pensadas e quando as comunicar ao país deverão ter a assertividade necessária para sejam acatadas por todos, senão pela maioria.

A gestão de riscos e de crise em questões de saúde pública em tempos de incerteza não pode cingir-se a comunicados mais ou menos de aproximação ao que deve ser feito. Controlar riscos sob diversas formas, gestão, análise, avaliação, mitigação ou tratamento, entre outras que não me ocorrem de momento. Por isso é necessária uma governação adequada de modo a que   o principal objetivo da gestão de riscos é manter um plano estratégico inicial, estimulando um comportamento dinâmico de acordo com evolução dos acontecimentos de modo a que as ações sejam tomadas de imediato conforme as alterações de potenciais cenários.

Por vezes um pouco de autoritarismo não coloca em causa a democracia, mas António Costa receia que o tomem como autoritário. Não podemos confundir autoritarismo com o exercício normal da autoridade democrática do Governo.

Depois há aquela situação caricata de António Costa vir falar da obrigatoriedade da aplicação Stayaway Covid que gerou uma polémica desnecessária porque de facto para que serve concretamente se não estiverem registados os códigos não identificáveis de quem foi rastreado?

O que já deveria ter sido feito era campanhas de sensibilização. Agora virão uma série de medidas, quiçá atarantadas para limitar os danos. Depois temos uns politicamente viciados e desorientados que acham que vão perder as liberdades democráticas perante a pandemia e a obrigatoriedade da utilização de máscaras e de redução de grupos em festanças mais ou menos copofónicas. Fazem bem. Mas o problema é que vida há só mesmo a de cada um... Pessoas como eu ficaremos a assistir aqueles que ficarão contaminados por acharem que tal só acontece aos outros, são os que são afetados pela síndrome do efeito da terceira pessoa. A vida e o instinto de sobrevivência devem e podem ser compatíveis com a privacidade, com o Estado de direito e a democracia. Autoritarismo em democracia, em contextos de perigosidade de vida e de salvaguarda de saúde pública, da vida coletiva e da economia, não são incompatíveis.  

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publicado às 19:02



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