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Contas certas: Prof. Cavaco! Diga-nos mais sobre este conceito que diz não existir

08.12.23 | Manuel_AR

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O Prof. Cavaco Silva precisa mais de repousar do que fazer política falsa e populista apenas por vingança e não por convicção. Entrou em desvario político quando disse que as “contas certas” foram uma manobra de diversão.

Os argumentos de Cavaco são inspirados pelos pontos de vista das extremas-esquerda esquecendo-se que o governo de José Sócrates foi criticado por ser despesista porque aumentou muito a dívida pública, o défice orçamental e as despesas do Estado e que pediu a demissão em 2011 depois de o Parlamento rejeitar o seu plano de austeridade.

A crise financeira em Portugal teve um impacto negativo na economia, no emprego, na dívida pública e nas condições de vida da população. Portugal teve de pedir um resgate financeiro à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional em 2011 o que implicou medidas de austeridade e reformas estruturais1.

É importante notar que Cavaco Silva, em várias ocasiões, criticou os governos socialistas, incluindo o de José Sócrates. Por exemplo, afirmou que o governo do PS liderado por José Sócrates “deixou o país na bancarrota” e o governo de António Costa, apesar dos apoios europeus, "vai deixar ao próximo Governo uma herança extremamente pesada". Que herança? As contas certas?

Aníbal Cavaco Silva parece ter entrado em delírio político e esquecimento próprios da idade causada por arteriosclerose porque se esqueceu de que   os seus governos nada foram de especial porque nas mesmas circunstâncias se uma qualquer personagem de banda desenhada fosse primeiro-ministro entre 1985 e 1995 os resultados não seriam muito diferentes e talvez esta última possibilidade nos tivesse poupado ao governo cavaquista. 

Cavaco Silva que disse estar fora das funções políticas sabe como o povo tem memória curta, mas convém recordar convém recordar as cargas policiais que estudantes do secundário e das universidades levaram, convém recordar que polícias foram obrigados a confrontar outros polícias no Terreiro do Paço, no famoso episódio de secos contra molhados.

Segundo o DN há cerca de 34 anos uma manifestação de polícias foi reprimida com bastonadas, cães e canhões de água, ficando conhecida como "secos e molhados". Os polícias manifestaram-se para exigir, sobretudo, liberdade sindical, uma folga semanal, transparência na justiça disciplinar com direito de defesa, melhores vencimentos e instalações.

E também convém recordar que, no governo do Prof. Cavaco, o dinheiro que veio de Bruxelas para aplicar na conversão e modernização da nossa agricultura foi mal aproveitado os jipes apareciam em vez de terras cultivadas. Incentivou a monocultura do eucalipto, investiu em centenas de quilómetros de autoestradas (não foi de todo mau), mas e se desinvestiu na ferrovia. Foi no seu tempo que o novo-riquismo floresceu.

Agora Cavaco Silva olha para os outros, mas assobia para o lado. Em 1995 o défice público era de -5,2% em percentagem do PIB, atualmente é de -0,3% (nº provisório).

E então, e as contas certas?

Para complementar este discurso das contas certas podem consultar aqui.