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Ao promulgar o Orçamento Geral do Estado para 2013 sem pedir a fiscalização preventiva do Tribunal Constitucional o Presidente Cavaco Silva cedeu à pressão de Passos Coelho quando este, no início da semana, se referiu às pensões milionárias recebidas por aqueles que mais protestam contra os cortes. Claro que estes são aqueles que podem publicamente manifestar o seu protesto porque todos os outros milhões, que não recebendo pensões milionárias mas que também vão sofrer cortes, não têm acesso aos meios onde possam manifestar o seu protesto.


Cavaco Silva cedeu às pressões de Passos Coelho tendo em conta as seguintes alternativas:


a)      Não enviar o orçamento para o Tribunal Constitucional e ser criticado pelas oposições;


b)   Enviar o documento para o Tribunal Constitucional e enfrentar as críticas da opinião pública com a acusação de, sendo ele um dos lesados com os cortes, ter assim procedido na espectativa de poder haver um recuo face àquelas medidas;


c)      Deixar que os partidos da oposição tomassem iniciativa.


Cavaco, como de costume, tratou de salvaguardar a sua imagem cedendo às pressões de Passos Coelho e do governo, ficando comprometido com a eventual inconstitucionalidade do orçamento e tomou mais uma vez o caminho mais fácil, deixar para outras forças políticas o trabalho incómodo que lhe competiria.



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publicado às 15:45



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