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O irrevogável Paulo Portas com passos de bailarina acrobática mais o seu CDS bem podem esforçar-se de vez em quando por vir mostrar que mantêm a sua identidade enquanto partido mas que, por mais que se esforcem, já não a consegue manter. Já não se percebe onde acaba um e começa o outro. Compreendem-se por isso os autoelogios que Passos e Portas fazem à maioria. Numa pertença diferença de opinião o líder parlamentar do CDS Nuno Magalhães veio ontem dizer que as críticas de Jean-Claude Juncker sobre a 'troika' coincidem com "os alertas" deixados pelo CDS-PP nos últimos três anos, mas que essa situação foi "superada" por "mérito dos portugueses". Fará já isto parte da campanha pré-eleitoral do CDS? Em tempo algum criticaram as posições alemãs. Estamos fartos de balelas!


Uma coligação como esta a que Paulo Portas se submeteu após o retrocesso do irrevogável ficou, irrevogavelmente, refém da maioria relativa do PSD. Mesmo que se esforce não deixa de ir a reboque do PSD. Os argumentos que lhe restam reduzem-se ao já gasto discurso do regresso ao passado tomada como ameaça ao futuro trombeteado pelo ministro da economia Pires de Lima cuja credibilidade se vai a cada dia esgotando. Esquecendo que, ao falar nas taxas e taxinhas de uns, faz parte de um governo que aumentou impostos e impostinhos, complementos e complementinhos de solidariedade, lançou taxas e taxinhas verdes e que apregoa como um grande feito o crescimento débil da economia. Este é um ministro cujas intervenções se baseiam num discurso débil e gasto mais digno de comício do que de um responsável por uma pasta da economia que, de substancial, ainda nada fez a não ser propaganda, daí ser a vuvuzela  o instrumento preferido que tem sempre à mão.


Paulo Portas ao dizer que a "solidariedade com a Grécia faria disparar os juros e diminuir a confiança" não se preocupou tanto na altura em fez estalar a crise do "irrevogável". Será que com aquela declaração Portas quis dizer:


- Somos solidários com a Grécia, mas, sabem, não o posso manifestar por causa dos mercados.


Treta! A solidariedade é sobretudo um sentimento de partilha do sofrimento que pode ou não ser consubstanciado em apoio político ou auxílio financeiro e económico e, nestes casos há a opção de neutralidade coisa que a maioria não conseguiu manter colando-se numa atitude colaboracionista com as posições radicais germânicas.


O prémio: Portugal é um país que serve como exemplo para dar cobertura ao falhanço das políticas alemãs de austeridade imposta aos países do sul. São portas abertas à invasão pacífica germanista que é também uma guerra contra a sociedade que está a ser ganha.


 


 

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publicado às 15:33


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