Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

A Propósito de Quase Tudo: opiniões, factos, política, sociedade, comunicação

Aqui vocês, podem encontrar de tudo um pouco: sociedade, ambiente, comunicação, crítica, crónicas, opinião, política e até gastronomia, com apoio de fontes fidedignas.

Agressividade de jornalistas e ódios de estimação

29.11.23 | Manuel_AR

Clara Ferreira Alves-2.png

O jornalismo é uma atividade que visa informar, esclarecer e fiscalizar os factos de interesse público, com base em princípios éticos e deontológicos. O jornalismo não deve ser uma competição entre gladiadores. A agressividade no jornalismo compromete a credibilidade, a imparcialidade e a responsabilidade social do jornalista. Portanto, o jornalismo deve ser praticado com respeito, diálogo e equilíbrio sem recorrer à agressividade como recurso retórico ou estratégico e sem ser através da expressividade que não tenha um propósito claro a não ser uma descarga emocional. É uma forma de alívio.

Assim, há jornalistas e jornalistas e há pessoas como a senhora Clara Ferreira Alves, escritora e jornalista(?) que é um autêntico catavento. Já a ouvimos defender uma coisa e o seu contrário. Quando esteve ainda não há muito pouco tempo a fazer umas crónicas em Israel, não como repórter de guerra, como muitos outros, mas para escrever e debitar na televisão bonitas crónicas ao bom estilo “clarense”. Ela é contundente e uma combatente agressiva, como se as palavras, as frases e os parágrafos fossem uma espada desembainhada por uma gladiadora.

A sua preocupação jornalística parece prender-se mais com escrever opiniões e crónicas que estejam a ser mais consumidas por certos setores e conforme ou contra o acordo da corrente dominante na altura e a ocasião se propicia. E fala do alto da cátedra. Depende do que estive a dar nas opiniões destinadas a certo tipo de consumidores. Desta vez a senhora jornalista(?) no que se refere ao tipo de argumentação parece ser mais aproximada da argumentativa do CHEGA e da IL este, com uma linguagem que está a aproximar-se cada vez mais do primeiro, num artigo que escreveu no jornal onde escreve está nesta linha. Artigo que, devo acrescentar, gostei de ler, mas que, a certo ponto descamba. Há ódios de estimação consoante o momento, favorável ou desfavorável para a venda da sua escrita, bem construída, muito literária por vezes plena de hostilidade e provocação pessoais e até institucionais, dependendo das pessoas ou ocasião que surja para ser o seu alvo predileto.

Não coloco em causa o direito que lhe assiste para criticar e julgar partidos e pessoas, mesmo que não esteja dentro das situações a não ser através de agentes exteriores. Refiro-me ao modo e à linguagem ofensiva em lugar da discussão de ideias e procedimentos cuja prova não se descortina e, daí, podermos considerar que seja pleno de hipotéticas verdades que estejam na sua mente. Em vez de se limitar à crítica insiste na ofensa e no descrédito de pessoas sem prova fundamentada a não ser pelo que lê, ouve e vê nos media, fontes a que também todos nós temos acesso. Narrativas demagógicas é o que há mais por aí. Algumas partes das suas narrativas colocam-se ao nível dos artigos publicados no pasquim Diabo. É neste tipo de imprensa que parte do artigo da D. Clara Alves deveria ser publicado. O que acontece é que a truncagem de apenas uma parte do seu artigo, sem o seu contexto e que interessa apenas a algumas correntes de oposição, é feita circular pelos basfond das redes sociais.

Também, no programa “Noite da Má Língua” da SIC, o seu estado é de permanente extravagância crítica, numa atitude agressiva revelada pelo fácies, divagando de ponto em ponto, misturando argumentos reveladores do seu estado de alma. A sua narrativa parece conter algo consequente de traumas psicológicos ou, então, será para continuar nas boas graças de alguns dos seus colegas jornalistas e dos patrões da SIC e do Expresso que agora também entraram campanha eleitoral.