Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Debate_político.png


 


Estará prevista para o dia 18 de novembro um debate dos “compromissos de Portugal em matéria europeia” e ainda a “política externa e de defesa”. “Vai ser importante a clarificação da posição de cada um dos partidos”, disse Nuno Magalhães líder parlamentar do CDS e acrescentou “Mais vale tarde que nunca”. É o que se pode chamar conversa da treta, já que, a grande probabilidade é a rejeição do programa a apresentar pelo novo Governo da coligação que não será mais do que uma cópia revista, diminuída e anotada do programa apresentado pelo PS durante a campanha eleitoral.


Tudo isto não passa de hipocrisia da direita porque, é mais do que sabido, que, os partidos da coligação PSD e CDS são os que “pedem rapidez à Assembleia da República” mas, ao mesmo tempo, suportam um Governo que atrasa a entrega do programa de Governo que parece não ser entregue hoje, quinta-feira mas apontando agora para a sexta-feira.


A estratégia política dos partidos da coligação PPD/PSD e CDS-PP, face ao desespero em que se encontram, passou a ser a da chicana parlamentar apenas com o intuito de provocar divisões nas negociações que se fazem à sua esquerda que tem maioria parlamentar. Para tal,  prtende avançar para discussão temas despropositados no atual momento político que, neste momento, não faz parte das preocupações da maioria dos portugueses.


Aproveitar o debate sobre o Programa do XX Governo Constitucional para discutir neste importante momento político para a vida dos portugueses a posição de Portugal sobre a NATO e sobre o Tratado Orçamental, que são bem conhecidas, é um despropósito.


O que está em causa, e deve ser discutido, são as políticas internas e as medidas para quatro anos dum governo estável que tente reconstruir, dentro do possível, o que a coligação de direita PSD e CDS destruiu ao longo dos longos quatro anos, e não a política internacional nem as relações com os nossos parceiros internacionais que não estão, minimamente, a ser postas em causa.


Criar a confusão na mente dos portugueses foi e continua a ser o lema do Governo anterior e que, a todo o custo, pretende revigorar.


Quanto ao PCP, com a sua ânsia vanguardista, e de querer mostrar posições de força, neste momento desnecessárias, vai retardando o acordo e, indiretamente, contribui para dar argumentos à direita e a Cavaco Silva, quando João Oliveira afirma que "A palavra de um comunista vale tanto como um papel assinado". Linguagem de negócios de rua que se selam com um aperto de mão…?


Haja paciência!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:02



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.