Aqui vocês, podem encontrar de tudo um pouco: sociedade, ambiente, comunicação, crítica, crónicas, opinião, política e até gastronomia, com apoio de fontes fidedignas.
O slogan Trumpista MAGA-Make America Great Again é uma cópia do que a Grã-Bretanha utilizou quando, em 5 de junho de 1975, realizou um referendo sobre a permanência do país no que era então o Mercado Comum. Bastou-lhe trocar o “B” pelo “A” e está feito.
A pergunta era na altura, em 1975: “Você acha que o Reino Unido deveria permanecer na Comunidade Europeia (Mercado Comum)?” como se pode ver na imagem abaixo.
Curiosamente, slogans semelhantes ressurgem ao longo da história, adaptando-se a diferentes contextos políticos e culturais, mas sempre evocando um sentimento de retorno a um passado idealizado. No caso do Reino Unido em 1975, a campanha refletia tanto incertezas quanto aspirações de renovação nacional - uma dinâmica recorrente em debates sobre identidade e pertença coletiva.
O MAGA de Trump que é uma cópia do passado da Inglaterra (ou ver imagem diretamente) está a falhar a vários níveis porque segundo analistas muitas das políticas de Donald Trump enraizadas numa retórica nostálgica que têm lutado, até agora, sem conseguirem concretizar as amplas melhorias por ele prometidas. Os críticos apontam para divisões sociais persistentes, resultados económicos mistos e desafios no cenário mundial como evidência de que o retorno previsto a um passado idealizado permanece indefinido. Em vez disso, estas políticas destacaram frequentemente as complexidades de governar num mundo em rápida mutação, onde simples slogans raramente se traduzem em soluções eficazes.
Segundo uma sondagem da NORC em 17 de julho, apenas cerca de um quarto dos adultos dos EUA dizem que as políticas do presidente Donald Trump os ajudaram desde que assumiu o cargo, com notas abaixo do esperado em questões-chave, incluindo economia, imigração, gastos do governo e saúde.
O presidente republicano não consegue obter a aprovação da maioria em nenhuma das questões incluídas na pesquisa da NORC. Sobre o seu extenso projeto de lei orçamentária, poucos acreditam que ele entende os problemas enfrentados por pessoas como ele.
O artigo de opinião de Pacheco Pereira publicado no jornal Público em 12 de julho mostra, claramente, a falta de educação e a estupidez do que se escreve, acrescida de ignorância, que prolifera neste país ao que acresce um absoluto sectarismo.
O ambiente político em Portugal tem assistido a uma polarização cada vez mais acentuada, refletida tanto no discurso público quanto no espaço digital. As redes sociais tornaram-se palco frequente de debates inflamados e, por vezes, de ataques pessoais que extravasam todos os limites do respeito democrático. Exemplos recentes ilustram como a retórica agressiva e as insinuações depreciativas têm sido usadas para minar adversários e alimentar divisões profundas dentro da sociedade.
É uma mostra da estupidez dos que, coitadinhos, não sabendo argumentar com “classe” e racionalidade agarram-se a armas vocabulares sem qualquer critério. Não pretendo com isto proceder à em defesa do autor do artigo, do qual não pretendo ser procurador, que foi escrito acerca do programa “o Princípio da Incerteza” onde ele interveio.
Quem faz comentários como aqueles que foram publicados mostra que, supostamente, serão simpatizantes, ou quiçá, militantes que, afinal, servem para descredibilizar ainda mais o próprio partido Chega, tal como tem feito a deputada deste partido Rita Matias. Podemos questionar se terá idoneidade suficiente para ser deputada. Quando abre a boca é como estivesse numa rede social a dialogar com os da sua laia a mentir descaradamente. Quem tem as responsabilidades que lhes foram dadas pelos eleitores e mente em pleno Parlamento devia ser sancionado. Assim, transcrevo do referido artigo os nomes e as frases desses idiotas que escreveram comentários no Facebook da CNN.
O Chega tem verificou que lhe é útil fazer desencadear todo o racismo e preconceito que, no fundo, existia na sociedade portuguesa. Era uma panela de pressão à espera de ter um instrumento que lhe permitisse ficar “à vontadinha”. Tomar uma posição contra a imigração excessiva e abusiva que se permitiu e começar a fazer o seu controle e alterar as leis que tal possibilitam, que nada têm a ver com racismo nem com xenofobia. O problema do Chega é que não se fica por aí.
Aqui vão as mensagens mencionadas no referido artigo que mostram que é uma matilha composta, como afirmei no início inculta, ignorante, estúpida, idiota, que se arrastam pelas redes sociais com grunhidos incompreensíveis.
Segue a transcrição dos grunhidos dos personagens redatores das mensagens na rede social Facebook da CNN sem qualquer correção ortográfica.
A mama e o tacho
Carlos Da Silva Mais um que pensa que sabe tudo Acho que estam todos com medo de perder a mama
Carlos Pereira Outro xuxalista com medo de se acabar a mama
Jose Figueira Dos Santos Mais um chulo do sistema sempre a mamar a 50 anos
Daniel Calôba Todo povo que é contra o CHEGA so tenho a dizer 2 coisas , ou anda a a viver as custas dos outros e teem medo da mama acabar ou querem arruinar Portugal , pessoas que nao teem um palmo de testa que nao veem que este Pais esta a ficar perigoso para nossos filhos e netos , cultivem se pessoas
António Silva O Pacheco mama no sistema e está a ver a teta a acabar se o chega governar a mama vai acabar por isso viva o chega viva ventura viva Portugal sempre
Jose Cardoso Estavas habituado a mama valia mais estares calado.devias estar na toca
Ribeiro Ribeiro Vergonha é esse gajo a mamar durante 50anos a conta do povo sem fazer nada
Carlos Calvo Mais um que andou somente a vida toda a encher o NALGUEIRO á costa do Zé Tuga. Parece que os tachos estão a ficar menores e as tampas a desaparecer
Antonio Margarido Não consegues ser o último dos últimos.És um inútil faccioso e chupista do sistema.
Xéxé e dinossaúrio
Jose Carlos Conde Este PP está senil!
Vasco Pina Cabral PP já não e ouvido em lado nenhum...apenas um caquético velho do Restelo!
Fatimamedeiros Morais Eu não acredito que estes velhos ultrapassados pela mentalidade tacanha, ainda venham dar palpites.chulos do sistema.
Filipe Silva Pacheco Pereira, todos temos um tempo, e o teu já passou, estás senil, trata-se, e abstém-te de opinar, a tua geração foi a mais corrupta da democracia.
Mario Pestana Cala-te velho do sistema,a tua reforma tambem devia ser cortada,para pagar os subsidios aos emigrantes
Charles AP Este velho a apoiar a estrangeirada.
A nulificação do outro
António Silva Mais um parasita à procura de poiso…..nunca foi nem fez nada na vida a não ser viver à conta dos papos que manda…agora que começa a ver o cerco apertar está à procura de alguém que acolha…(à esquerda pois claro)
Mario Barreto Não vales um cigarro
Vitor Almeida Viveu como um Lord, apesar de pertencer há ocmlp,MRPP, depois procurou o seu sustento, agora destila ódio e protagonismo, qualquer dia cândidate-se a presidente da República
Armando Saramago Historiador de marretas !
Victor Mendes Gostaria de saber quanto este senhor recebeu do estado para ter o projeto efemera
A censura
Miguel Ribeiro Olá. Eu acho vergonhoso certas alarvidades que este senhor Pacheco Pereira brucifera. Não percebo como é que é possível tê-lo como comentador, há semelhança de muitos outros. O nosso dinheiro chega para todos?
Emilia Bastos Para dizeres umas nugices na TV.
Carlos Silva Pacheco zurra para outro lado que já não te ouço
Eugénio Assis Alberto Outro que só está de bem com ele próprio. Renovem os "comentadeiros". Este já está podre...
Teresa Ferreira Um ditador comuna disfarçado ,nem deviam ter direito a comentar essa corja ,depois de tudo o que fizeram ao país e aos portugueses,,,sao uns ridiculos
O pseudotudo
Francisco Santos Eh mano, vai lá limpar o pó dos.teus livros, nao chateies a gente Pacheco Pereira mais um chulo da política que agora vem dar uma de historiador. Vai nanar, tu e a CNN Portugal.
Vítor Timóteo Vergonha.,foi teres desrrtado...abandonado os teus homens....e teres teabalhado com o inimigo da altura contta o teu povo
Burro
Jose António Pereira Fostes sempre um tinhoso ,e não mudas nada!quando foi feita a distribuição da inteligência faltas-te à formatura. ÉS um triste.
Rui Loução Deviam de ouvir este senhor. Esse escroque não vale meio tostão furado. Não lhe passei credêcial para dizer que me vem defender Vá dar banho ao cão
Comunista
Jose Goncalves Ferreira Pois e um comunistas a cara dele mostra tudo
Henrique Carvalho A CNN tem um padrão nos seus comentadores estão senis ou são comunas. Só falta irem buscar a outra louca que está na SIC. O NOW vai limpar as audiência.
Manuel Gomes Qur quer esse Cömuna ? Chega sempre Chega
Alexandre Branco Assim se vê o caráter das pessoas um Marxista de extrema esquerda que virou "Democrata" a dizer mal da Direita como que a envergonhar o seu passado moralista de vão de escada
Jose Lima Oliveira Este Pacheco é comunista está com pena das criancinhas que as leve pra casa dele
Puro insulto
Ligia Fernandes Pacheco Pereira vai lamber sabão! Ora dá uma no cravo outra na ferradura.
Lelo Alberto Nunes Se este porco quiser pode ligar-me terei muito gosto em compará-la publicamente com a dele .
Paulo Brito Este palhaço e os da mentalidade dele deveriam todos ser enviados para Sibéria...
Jorge Nogueira Pacheco Pereira era so quem te desse com um gato morto nos cornos ate ele miar corrupto , esquerdalha
Vitor Gaspar Lopes Sanguessuga
Jose Manuel Nunes Mete menos tabaco
Orlando Ricardo Prata Leal Quando apalparem uma das tuas netas na primária, assobias para o lado como se nada acontece&se
Jonas Alexandre Porcoooooooooooooooooooooooooooossssssss este pacheco pereira e este elenco no estudio é so porcoooooooooooooooooooossssssssssssssssssssss
Mmgf Freitas Este Pacheco que va comer bolota p o alentejo
O mundo é dos brutos — a ascensão da violência e a queda da empatia
Um artigo de Pacheco Pereira
A “civilização” como a conhecemos no mundo democrático ocidental está a acabar diante dos nossos olhos.
in jornal Público
19 de Julho de 2025
Qualquer pessoa que conheça história sabe que aquilo a que chamamos “civilização” é muito mais frágil do que a crueldade, a violência, a prepotência, a vingança, o poder absoluto e brutal. Não é preciso sequer escolher grandes períodos da história, a “civilização” é uma raridade, acontece por pequenos períodos, torna a vida dos que vivem nesses tempos melhor e depois esgota-se e acaba. Não me interessa fazer grandes exercícios analíticos sobre qualquer das palavras que estou a usar, seja civilização, seja barbárie, toda a gente sabe a diferença entre um mundo, imperfeito que seja, desigual, muitas vezes injusto, mas onde as pessoas são senhoras do seu destino pelo voto, vivem no primado da lei, têm liberdade religiosa, acedem a condições mínimas de existência. Para contrariar o meu argumento podem vir com mil exemplos de imperfeição, de injustiça, de exclusão, mas o que sobra é melhor do que um mundo com pena de morte, tortura, censura, ausência de direitos, em que todos são indefesos face aos mais fortes.
A “civilização” como a conhecemos no mundo democrático ocidental está a acabar, diante dos nossos olhos, pela ascensão da brutalidade, da educação dos jovens pela distracção, da ignorância e do valor da força, do individualismo agressivo, do culto da ignorância e do pseudo-igualitarismo das redes sociais. A violência torna-se a regra nas relações como “outro” e o “outro” é fácil de encontrar nas nossas ruas, os imigrantes.
Não adianta virem-me dar lições de que este catastrofismo civilizacional é recorrente em certos momentos da história cultural, o que é verdade. Mas também é verdade que a catástrofe já ocorreu várias vezes, uma das quais nos anos 20-30 do século passado. O mundo que filósofos como Comte entendiam ter entrado numa senda de “progresso”, com a revolução técnico-científica do final do século XIX, entrou na barbárie da I e da II Guerra com milhões de mortos e anos de brutalidade em vários países “civilizados” da Europa e na URSS.
Há muitas explicações socioeconómicas para esta crise civilizacional, muito sérias, mas a guerra cultural dos nossos dias tem um papel fundamental. O culto imberbe pela modernidade, assente num deslumbramento tecnológico que oculta muita preguiça e manipulação, em que meia dúzia de gestos num telemóvel, explorando três ou quatro funções simples, passam por um saber semelhante ao falar português semum erro ortográfico a cada palavra, a arrogância de dar opiniões sobre coisas que não se viram, ouviram e leram — tudo isto ajuda a erodir a frágil democracia porque “molda” a cabeça. É o que já cá está e o que vem aí.
Basta ver o X para se perceber o impacto em quem vive dependurado nas redes do que lá encontra: cenas de violência em que velhos, mulheres e brancos são atacados por imigrantes, em que mulheres deburkareclamam a conversão da Europa ao Islão, cenas de pancadaria para “punir” um ladrão ou um molestador apanhado em flagrante por “cidadãos verdadeiros”, acidentes de automóvel com pancadaria, uma sucessão elogiosa de enormes explosões na Síria, no Líbano, em Gaza, com origem nos “amigos de Israel”, a generalização da palavra “traidor” para designar quem não participa da fúria anti-imigrante e não quer participar na chamada “remigração” (e porque não organizar unspogroms?), etc., etc.
No Instagram e no TikTok, um bom exemplo da platitude intelectual dos nossos dias é a classificação de “influenciadores”. Uma pequena multidão compete por essa “influência” nas redes sociais, alguns/algumas com alguma imaginação e esperteza, mas, por regra, com uma absoluta indigência intelectual, gigantesca ignorância, muito mau carácter, e truques de ganância que é, nos nossos dias, o principal motivador dinâmico do comportamento. Esses “influenciadores”, na sua maioria do sexo feminino, actuam para um público adolescente, também na sua maioria feminino, mas atingindo um público muito mais vasto e para além do nível etário da adolescência, embora, como se saiba, nos dias de hoje é-se jovem até aos 35 anos.
Alguns/algumas já cometeram crimes, desde violência sobre crianças (a história do banho de água fria para calar os berros da filha) ao atropelamento e fuga de um “criador de conteúdos”, forcado e apoiante do Chega. Ambos gabaram-se destes feitos, porque tudo é bom para terem os célebres 15 minutos de fama, e acabaram em tribunal. O facto de terem feito estas violências sem qualquer hesitação moral significa que olharam para elas como olham milhares de pessoas cuja principal preocupação, quando assistem a uma qualquer violência sobre os mais fracos, é puxar do telemóvel e filmar, para terem“material” para colocar nas redes sociais, e não ajudar.
Foto
Von Reyneken Vosse (1550)DR
No plano político, nestes “influenciadores”, predominam os homens e o Chega. Produzem uns comentários indigentes, mas sublinhando os temas da propaganda do partido, e fazem quase de imediato uns pequenos filmes em que qualquer das personagens da direita radical que tenha um debate com alguém à esquerda “arrasa”, “esmaga”, com imagem a condizer. As redes sociais, o YouTube, o Instagram, o TikTok estão cheios destes produtos, que funcionam como multiplicadores e são consumidos por um público jovem e adulto, o jovem mais atraído pela distracção que dá o confronto, quem “ganha” e quem “perde”, o adulto procurando um espelho daquilo que já pensa.
Este submundo é hoje o mundo. Sem princípios, sem saber, sem mediação, com apologia da força, elogio da violência e hostilidade aos mais fracos. Já estão a ganhar e, se os justos não lhes respondem alto e bom som, ainda vai ser pior.
Porta aberta ou fechada? É necessário arranjar a fechadura e a porta.
A propósito da imigração os radicalismos têm-se exacerbado com posições antagónicas, umas pela aceitação sem quaisquer limitações, outras pedindo controle em função do necessário, mas são raras as posições conciliatórias. Quem está a favor de limitações, logo, é racista e xenófobo. Esses temas, cada vez mais presentes nas discussões políticas e sociais, refletem as tensões entre os desafios demográficos e económicos e também em torno da identidade cultural e da segurança nacional.
Embora a imigração seja vista como uma solução para o problema demográfico e escassez de mão de obra a sua abordagem continua marcada por uma polarização que divide a sociedade em posições extremas, uns defendendo a integração plena e irrestrita, outros promovendo barreiras mais rígidas. Acrescentemos ainda que, no entanto, as disparidades regionais no país provavelmente aumentam à medida que os imigrantes se concentram nas áreas urbanas, deixando as regiões rurais ainda mais vulneráveis ao despovoamento.
O populismo oportunista de partidos como o Chega no que respeita à imigração tem dado frutos e isso verificou-se nas últimas eleições e incitou ainda mais ao debate que está a transformar-se numa espécie de luta partidária. Dum lado os que são contra a extrema-direita e do outro as esquerdas “conservadoras” que se lhe opõem, estas últimas usando o trunfo da defesa intransigente da imigração sem quaisquer entraves.
Ao mesmo tempo, surgem iniciativas que buscam encontrar um equilíbrio mais pragmático sobre a questão da imigração. Assim, alguns grupos, sobretudo as esquerdas, defendem políticas que conciliem a necessidade de mão de obra com a preservação da cultura nacional, promovendo a integração efetiva dos migrantes na sociedade. Entre essas propostas está a criação de programas de capacitação para imigrantes, que não apenas preenchem lacunas no mercado de trabalho, mas também incentivam a aprendizagem da língua e a participação ativa na vida comunitária. Mas, com a maioria da população favorável a políticas mais restritivas, como se verá adiante, palavras de ordem anti-imigração tornaram-se a principal responsável que vem ajudando ao avanço dos partidos de ultradireita nas disputas realizadas ao longo dos últimos anos na Europa e em Portugal. Como já afirmei anteriormente o resultado foi o crescimento do partido populista da direita radical Chega e o decréscimo dos partidos das esquerdas.
À medida que a presença dos partidos de extrema-direita populista avança na arena política europeia, também os discursos que concebem a população imigrante como culturalmente conflituante, que contribui para o aumento dos problemas sociais e que busca sobretudo beneficiar do Estado de bem-estar nacional. De forma geral, a pauta (anti-)imigração torna-se transversal às reivindicações dos grupos e partidos conservadores. Não é à toa que anúncios de medidas para reduzir a entrada de estrangeiros vêm a reboque das eleições.
De acordo com Thaís França, uma investigadora do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE, “esses grupos e movimentos anti-imigração defendem um “controlo maior da entrada” de migrantes e criticam as políticas de “diversidade cultural nas escolas”. Consideram ao mesmo tempo que Portugal precisa de mudar as políticas migratórias, no sentido de estreitar as portas de entrada aos estrangeiros, por entenderem que há o “risco de uma perda da identidade portuguesa, à medida que mais imigrantes vêm e que Portugal começa a adotar outros costumes culturais que não seriam os tradicionais”.
As conclusões apontam para uma agenda semelhante a outros países europeus. “Esses movimentos anti-imigração existem em Portugal, mas não têm tanta visibilidade quanto noutros contextos”. Para aquela investigadora “é mentira” que o problema não exista em Portugal. “Começam a aparecer algumas manifestações de discursos de ódio, principalmente online, casos que se veem na rua, de manifestação contra migrantes”.
As motivações que estão por detrás dos que defendem e apoiam a imigração sem controle e contra medidas tendam a refrear os impactos sociais nos vários serviços são várias e todos eles são contra qualquer restrição e apresentam os mais diversos argumentos consoante as conveniências. O interesse que os move não é decerto o interesse nacional nem um potencial sentimento humanista, nem tão pouco o problema demográfico. Há interesses de outro tipo. Para as esquerdas será a possibilidade de ao facilitarem a naturalidade poderem obter futuros votantes que já ultrapassa o milhão e meio. Quanto às empresas interessa-lhes, sobretudo, aquelas a que podem pagar ordenados de miséria saindo-lhe os custos com pessoal menores do que empregar trabalhadores nacionais que só lhes causam problemas com faltas, greves, sindicalizações, etc.. Mantêm quanto ao resto uma atitude de indiferença, assim como no que se refere ao problema demográfico do envelhecimento da população e da segurança social. Todavia, em média, a remuneração mensal de um trabalhador estrangeiro é pouco acima do salário mínimo nacional.
No que se refere à imigração o Barómetro da Imigração revela que “uma grande maioria dos portugueses (68%) considera que a política de imigração em Portugal é demasiado permissiva, 67,4% dizem que os migrantes contribuem para mais criminalidade e 68,9% consideram que ajudam a manter salários baixos. Ao mesmo tempo, 68% concordam que os migrantes são fundamentais para a economia nacional, reconhecendo o impacto positivo do grupo sobretudo no reforço da Segurança Social e no preenchimento de lacunas no mercado de trabalho. Setores como a construção civil, agricultura e serviços dependem fortemente do contributo dos migrantes, considerado por muitos essenciais para o crescimento económico do país.”
Apesar desse reconhecimento, ainda persistem receios relacionados com a cultura e a segurança. Cerca de 51% dos inquiridos acredita que a imigração pode ameaçar a cultura portuguesa (valor que quase duplicou desde 2010), e a segurança pública.
As narrativas de dissuasão da migração também inflacionam o problema da migração irregular. É verdade que 385.445 pessoas (muitas das quais estavam a pedir asilo) entraram de forma irregular na UE em 2023, o maior número desde 2017. Mas é difícil perceber como é que esses números podem ameaçar uma região com 450 milhões de habitantes – uma região que permitiu que 3.741.015 cidadãos de países terceiros se estabelecessem legalmente nesse mesmo ano. “A realidade é que as entradas irregulares representam uma pequena fração da migração na UE”, como até a Comissão Europeia gosta de salientar. A dissuasão da imigração é difícil, mas há formas.
As pessoas são levadas a tomar a difícil decisão de migrar pela procura de trabalho noutros locais e são empurradas por guerras e perseguições no seu país com exceção dos brasileiros e Cabo Verde que podem ser considerados casos excecionais da emigração proveniente daquele país para Portugal.
Apesar da descolonização em geral, (não apenas Portugal), ter possibilitado aos povos colonizados recuperarem a sua identidade cultural e libertarem-se da influência cultural estrangeira são as políticas devidas aos governantes desses países, que são a causa das migrações que estão a originar uma espécie de movimento inverso, isto é, estamos a sofrer influência cultural, diria mais, estamos ser “colonizados” por culturas estrageiras orientais, africanas e outras, nomeadamente e com mais impacto as brasileiras e as islâmicas.
É importante saber desde quando e por questões humanitárias, são os países europeus quase por obrigação a resolver os problemas demográficos, sociais e ambientais dos governos desses países não resolvem. A ação deve incidir sobre esses governos com governantes corruptos através de medidas dissuasoras como sanções económicas ou outras. para que mudem as políticas socias e de emprego nesses países.
Embora discutível a decisão o atual Presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou no início do mês de julho cortes de mais de 80% no financiamento da USAID, a agência norte-americana que distribui apoio por todo o mundo.
Para complicar a situação nestes países a Rússia tem aumentado a sua influência em África através duma combinação de cooperação militar, acordos económicos, e influência política, muitas vezes em contraste com a influência ocidental tradicional. Essa presença russa é visível em diversos países africanos, incluindo Mali, República Centro-Africana, Líbia, Moçambique, Chade e Sudão.
Uma questão relevante é por que razão, historicamente, os países europeus têm assumido a responsabilidade de abordar questões humanitárias em outros países. Propõe-se que as ações internacionais incidam diretamente sobre os governos desses países, por meio de medidas como sanções económicas, com o objetivo de incentivar mudanças nas políticas sociais e de emprego locais. Imigrantes vêm de países onde é a pobreza que subsiste, através das guerras, da bancarrota desses países que parece ser o normal da finanças públicas, a inflação e as fugas de capitais, que resultam da incompetência e da corrupção dos dirigentes, do delapidar das ajudas internacionais e da persistência da ineficácia do setor público que leva essas populações a migrar para outros países que lhes possam dar recursos para melhorar a vida, mas não é assim, porque esses recursos na Europa começam a escassear e são finitos.