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A Propósito de Quase Tudo: opiniões, factos, política, sociedade, comunicação

Aqui vocês, podem encontrar de tudo um pouco: sociedade, ambiente, comunicação, crítica, crónicas, opinião, política e até gastronomia, com apoio de fontes fidedignas.

Análises muito subjetivas da situação política atual

12.06.24 | Manuel_AR

Política análise subjetiva.png

1. Relativamente aos resultados das eleições europeias há os que dizem que não deve haver leituras internas, e há os que acham, ou defendem que essa leitura deve ter consequências. Claro que cada uma das opiniões se manifesta consoante as conveniências.


2. A ministra da saúde é um especialista em provocar demissões e substituições no sistema sem que nada daí tenham resultado melhorias para as pessoas nos serviços de saúde. Pelo menos até hoje!


3. O poder, quando exercido por alguém que tenha incompetência para um cargo muito específico e sente dificuldade na resolução no curto prazo de problemas complexos que se lhe deparam, tornam-se prepotentes e acusam os que estão sob a sua alçada de serem os causadores dessas dificuldades que, afinal, são derivadas da sua própria incompetência. Tal parece ser o caso da atual ministra da saúde do Governo AD. De formação farmacêutica, área onde se produzem e combinam químicos, alguns que curam, mas em que outros podem trazer efeitos secundários graves.


4. O que se verificou no caso da França e da Alemanha são a prova que dão razão aos que defendem a segunda opinião. Macron perde a eleições europeias e convoca eleições antecipadas. Macron vai assim dissolver o Parlamento francês após derrota esmagadora da extrema-direita. As forças nacionais conservadoras e de extrema-direita da Europa obtiveram grandes ganhos, terminando com pouco menos de um quarto dos eurodeputados na assembleia de 720 assentos que foi o maior ganho até hoje, contudo não se saíram uniformemente bem e, em alguns casos saíram pior do que o previsto.


5. Na Alemanha apesar dos escândalos da AfD sobre a “lavagem” do regime nazi a Alternativa para a Alemanha (AfD) obteve uma percentagem mais elevada de votos nacionais (16%) do que qualquer um dos três partidos que compõem a coligação liderada pelo chanceler, Olaf Scholz. O escândalo está relacionado com a circunstância do principal candidato da (AfD) para as eleições parlamentares europeias ter renunciado à liderança do partido de extrema-direita alemão. Maximilian Krah, que disse ao jornal italiano La Repubblica que as SS, a principal força paramilitar dos nazis, “não eram todas criminosas” e afirmou ainda que os seus comentários “estavam a ser usados indevidamente como pretexto para prejudicar nosso partido”. Krah, está a ser investigado por supostas ligações com a Rússia e a China, o que ele nega.

6. Era suposto que os populistas da extrema-direita tivessem uma grande ascensão no Parlamento Europeu, mas Cas Mudde, especialista em populismo e direita radical da Universidade da Geórgia, diz que “Mais do que tudo, estas eleições refletem os desenvolvimentos a nível nacional”, e acrescentou que a extrema-direita está agora “sub-representada em nível europeu”.

7. A IL pela voz de Cotrim diz que não apoia António Costa para a presidência do Conselho Europeu e alinha com André Ventura com o mesmo diapasão. Porque será apenas porque é socialista, será porque não gostam pessoalmente dele, será porque há um ressabiamento, talvez inveja do percurso ou será por último uma questão racista bem disfarçada?

8. Cotrim da IL esta pessoa altamente qualificada e experiente em governação e em assuntos europeus explica que é por que, António Costa não fez nada em Portugal em oito anos e que, por isso, também não vai fazer nada no Conselho Europeu. Não fez porque não fez como ele acha que devia fazer? Veja-se a lógica desta rara avis que diz defender Portugal, mas que, qual Ventura, infama os portugueses apenas por motivos ideológicos.

9. Sebastião Bugalho com Montenegro a coadjuvar disseram que a vitória do PS foi por “Poucochinho”. E a vitória da AD nas eleições legislativas foi uma grande vitória certo?

Sebastião Bugalho4.png

10. Poucachinho, mas ficou bem claro é que não foram validadas nem valorizadas os anúncios das medidas que o Governo diz tomar. Apesar do desgaste dos socialistas após 8 anos de governo, a AD ganhou as legislativas por uma unha negra, isto é também por poucachinho. Agora, com um governo ainda fresquinho, com pacotes para todos, desde os professores aos polícias, passando pelos reformados e jovens e levado ao colo pela comunicação social e com mais uma ajudinha do Ministério Público (recorde-se os casos que se levantaram pelo MP dias antes das eleições), com um comentador oficial aos domingos na SIC e sem contraditório perde as eleições. Para onde foram os votos que o Chega perdeu? Terá a AD conseguido captar algum? Naturalmente não, a ver pela IL que subiu.

11. O PCP, como de costume, fez da derrota uma vitória porque com grande sorte conseguiu eleger um deputado tendo perdido 1 desde 2109. O BE seguiu-lhe os passos. Ambos dizem estar em boa forma. Estes dois partidos ainda não viram que cassetes e repetições dos discursos não resultam!

12. O que trama o PCP é a sua insistência no apoio encoberto à Rússia, a Putin e à invasão da Ucrânia. Falam e reptem sucessivamente que são a favor da paz. Quem, não é? Eles, o partido, deve explicitar claramente em que moldes devem ser feitos esses acordos. Será com a capitulação da Ucrânia? Ao PCP estar a favor da paz não basta, é preciso mostrar também claramente de que lado está.

13. Quando Paulo Raimundo foi eleito para a posição de secretário-geral em novembro de 2022 alterou-se de algum modo a posição do partido. Passou a falar da condenação da “intervenção e invasão russa no território ucraniano” dizendo que não menosprezavam nem relativizavam. Sentiu indispensável ter que de vir afirmar que o PCP “não tem nada a ver com o governo russo” nem que “não há nada que nos relacione com o Governo russo, nem de longe, nem de perto” e acrescentava que “não temos nada a ver com as opções de classe do Governo russo” e que “estamos no dia-a-dia no combate a essas opções”. Mas a sua oposição clássica à UE e o sentimento de rancor para com os EUA e a NATO leva-os a afirmar que a Rússia não é o único responsável pela guerra, que “o confronto político entre vários intervenientes NATO, Rússia, EUA e UE teve como ponto alto uma invasão russa”.

14. Para o PCP os grandes causadores da invasão foram a NATO, a UE e os EUA. Ao fim destes anos todos (desde 2014 com os protestos começados em novembro de 2013 e com o Governo ucraniano do Presidente pró-russo Viktor Yanukovych decidiu suspender um acordo de associação com a União Europeia porque defendia uma maior aproximação com a Rússia para se juntar à União Aduaneira Eurasiática e acusaram os EUA de ter feito um golpe. Putin lembrou-se disso só em fevereiro de 2022?!

15. As esquerdas radicais e os sindicatos a eles afetos tanto lutaram pelos professores que seria de esperar que houvesse alguns votos que lhe calhassem. Parece que não.

16. O BE e o PCP mantêm-se numa linha ideológica que pouco ou nada evoluiu ao longo do tempo não se reajustando às novas realidades. O PCP continua na inspiração marxista-leninista a da nacionalização da economia e a contradição entre trabalho e capital é central na visão de mundo que o PCP sustenta.

17. O ímpeto propagandista deste Governo liderado por Montenegro continua após as eleições para a UE. Nos tempos de antena que lhe são dedicados nas televisões mostra o que está a fazer, o que vai fazer, o que diz que faria e vai fazer, mas pouco o que já fez, concretizou ou executou, a não ser pequenos arranjos aqui e ali sem um plano, alguns até com problemas. O que nós vemos executar são demissões, saneamentos políticos, sem que daí resultem melhorias visíveis para a população. A grande batalha que se dizia ia ser feita para melhor o SNS está tão coxo como estava. Isto é, melhor do que estava não está, mas, se está, continua defeituoso. Quem precisa de alguma coisa da saúde e pode tem de pagar rios de dinheiro aos privados.

Os jovens o jornalismo e a política

08.06.24 | Manuel_AR

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A juventude pode significar muitas das vezes um pensamento conservador e antiquado embora com pretensões de mostrar uma grande abertura de pensamento. Há um exercício mental que se pode fazer: imaginar, por exemplo, Sebastião Bugalho como primeiro-ministro no lugar de Luís Montenegro. A juventude em certos cargos, que não seja a mera emissão de opiniões e comentários que por serem por vezes polémicos podem demonstrar um pensamento desarticulado com a realidade e, tanto pode ser um pensamento antiquado ou, então demasiado atrevido e progressista em alguns pontos fraturantes.

Por várias vezes tenho escrito aqui sobre a influência dos media televisivos na política partidária com a proliferação de opiniões e comentadores na política portuguesa e como tentam tomar posições ideológico-partidárias de favorecimento a partidos especialmente de direita. Conhece-se a promiscuidade entre a política e o sector privado assim como entre a política partidária e o comentário político. Chegou-se agora a uma dimensão inédita: a transição do jornalismo de comentário para o estrelato da política.

O caso da escolha de Sebastião Bugalho para cabeça de lista às eleições europeias é, no mínimo, intrigante e parece ser um destes casos. Sebastião Bugalho, parece ser um pecado original de caso da promiscuidade político-mediática.

Quem se dedica a ver e a ouvir comentários políticos nas televisões apercebe-se do aumento significativo do número crescente de comentadores, tendencialmente favoráveis à representação da direita, embora ligeira, no período em que houve uma maioria de esquerda no governo. Foi exceção o ano de 2016 em que o equilíbrio se encontrou favorável à esquerda e o ano 2023 que registou um maior desequilíbrio, com 37 comentadores identificados como de direita face de 25 como de esquerda.

No entanto, há dificuldade em identificar o posicionamento ideológico de alguns comentadores e opiniões devido ao acréscimo da categoria daqueles a quem é possível atribuir uma orientação política que se deve ao alargamento do número de comentadores e também ao destaque dado aos jornalistas nos espaços de opinião.

O estudo efetuado considerou a exclusão da análise programas que, sendo semanais e regulares, apresentam convidados pontuais de acordo com a temática da semana são exemplos “É Ou Não É?”, “Expresso da Meia-Noite” ou “Negócios da Semana”, assim como os segmentos de opinião dentro dos noticiários ou outros programas que são protagonizados por comentadores convidados.

Em março de 2024 foi publicado um estudo do ISCTE sobre aquela temática intitulado “Comentário político nos media 2023 Análise ao comentário político em Televisão, Rádio e Meios online em Portugal”. Nesse estudo foram excluídos os que, apesar de incidirem sobre temas da atualidade política que, quer pelo formato, quer pelo conteúdo, se afastavam do comentário político estruturado em torno da opinião pessoal do comentador.

O estudo mostra várias asserções que fazem uma análise sobre os espaços semanais de comentário político em televisão concluindo que tem aumentado de forma acelerada nos últimos anos, passando de 53 em 2016 e em 2019 para 78 em 2023.

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Esta evolução reflete uma aposta crescente neste registando um aumento de 47,2% em relação a 2016.

O Relatório MediaLab do ISCTE refe ainda que “ao longo de 8 anos de maioria à esquerda no governo o comentário político em televisão tem sido marcado por uma ligeira vantagem da representação da direita, com mais comentadores desse espectro político, com exceção do ano de 2016 em que o equilíbrio era favorável à esquerda”.

O ano 2023 é aquele que regista um maior desequilíbrio, com 37 comentadores de direita face a 25 de esquerda. O mesmo relatório mostra “O alargamento do número de comentadores tem aumentado a dificuldade em identificar o seu posicionamento político, crescendo a categoria daqueles a quem não foi possível atribuir uma orientação política seguindo os critérios definidos na metodologia. Este crescimento dos casos considerados “não identificável” politicamente nos últimos dois anos resulta sobretudo do maior protagonismo conferido aos jornalistas em espaços de opinião.”

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Fica demonstrado que a relação entre comentadores políticos, jornalistas e partidos políticos pode ter implicações significativas para a integridade dos meios de comunicação social, a perceção pública e os processos democráticos.

 

O caso de Sebastião Bugalho, lançado como cabeça de lista às eleições europeias pela AD, pode ser encaixado nestas tipologias. Bugalho destacou-se no cenário jornalístico e político de Portugal devido ao seu olhar crítico e detalhado sobre os acontecimentos contemporâneos. Formado em Comunicação Social, Bugalho começou a sua carreira em diversos meios de comunicação, incluindo jornais, canais de televisão e plataformas digitais.

A independência e objetividade dos meios de comunicação social ficam em causa quando comentadores políticos ou jornalistas participam ativamente em campanhas partidárias levantando questões sobre a sua independência e objetividade e os seus artigos podem ser tendenciosos ou carecer de análise crítica. Assim, comentadores políticos que alternam entre funções de campanha e funções mediáticas podem, inadvertidamente, contribuir para esta perceção.

Quando se foi ou é jornalista e se participa em campanhas de políticas partidárias cria-se uma perceção de conflito de interesses porque quando se é, ou foi, comentador pode dar-se prioridade às filiações pessoais ou partidárias próprias.

Interromper o seu processo de comentador para se candidatar a um cargo político e ao mesmo tempo partidário o seu retorno ao comentário fica comprometido na sua independência e objetividade. Quando os jornalistas são vistos como partidários, isso pode corroer a confiança nos meios de comunicação e o público pode questionar se os meios de comunicação são realmente imparciais. De qualquer modo não parece ser o que irá suceder a Sebastião Bugalho porque terá grandes hipóteses se vir a ser eleito como deputado europeu, mas doravante a sua independência enquanto jornalista passará a ficar comprometida. Tenha-se, contudo, em atenção que Sebastião Bugalho integrou as listas do CDS, como independente. Apesar de não ter aceitado assumir o cargo de deputado em 2021, coloca mesmo assim em causa a sua independência enquanto jornalista, ficando na posição do comentador partidário.

 

Ventura muda Portugal em sete dias assim como Deus criou o Mundo em sete dias

06.06.24 | Manuel_AR

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Ventura muda Portugal em sete dias assim como Deus criou o Mundo em sete dias

A par de Deus, só o povo português me embala e me protege. Nele está a minha inspiração e, por isso, resistirei a todos os obstáculos, ataques ou insinuações. Nada me fará parar ou retroceder!

Por isso sendo cristão bate no peito, vai à missa e faz peregrinação a Fátima, tem a força anímica que lhe é dada por Deus. Movido por esta força André Ventura o Chega mudará Portugal em sete dias, tantos quanto Deus levou a criar o Mundo.

Ao primeiro dia acabará com todos os subsídios sociais em primeiro lugar o dos ciganos.

Ao segundo dia acabará com a corrupção.

Ao terceiro dia baixará todos os impostos e eliminará taxas e taxinhas. E, sobrando-lhe tempo, proibirá a entrada a imigrantes e deportará imigrantes, legais e ilegais.

Ao quarto dia acabará com os direitos de quem não faça parte e não defenda a família tradicional.

Ao quinto dia criará a castração química e a prisão perpétua para homicídios e pedófilos e restringirá direitos a criminosos e condenados.

Ao sexto dia aumentará as forças policiais e lhe dará mais autonomia e autoridade.

Ao sétimo dia reformulará todo o ensino e fará o ser humano à sua imagem e semelhança para que domine sobre Portugal e depois descansará.

E assim, concluída toda a sua obra deu graças a este sétimo dia e à obra por ele realizado.    

Pode ver aqui mais sobre este personagem que se diz mandatado por Deus.

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